Política
Após quebra de sigilo, documento aponta JHC como investigado no caso IPREV/Banco Master e destaca contribuição de Rui à investigação
Primeiro a denunciar o escândalo dos R$ 117 milhões aplicados no Banco Master, Rui Palmeira apresentou notícia-crime à Polícia Federal que contribuiu para o avanço da operação
A retirada do sigilo da investigação sobre o IPREV Maceió e o Banco Master trouxe uma nova revelação: o ex-prefeito JHC consta como investigado no caso. Os documentos também indicam que a operação Compliance 082 teve importante contribuição da notícia-crime apresentada à Polícia Federal por Rui Palmeira, no exercício de seu mandato como vereador de Maceió.
O candidato a deputado federal Rui Palmeira (PSD) foi o primeiro a denunciar publicamente o escândalo envolvendo os R$ 117 milhões dos aposentados de Maceió aplicados no Banco Master. Há um ano, quando o assunto ainda era cercado de silêncio, Rui reuniu informações, levou o caso às autoridades e passou a cobrar explicações sobre a negociação com os recursos previdenciários.
Na folha 53 da notícia-crime do MPF, o documento atribui a contribuição de Rui Palmeira para a investigação e destaca a ampla documentação apresentada pelo vereador. “O Vereador RUI SOARES PALMEIRA, como atribuído legitimo para fiscalização das contas municipais, apresentou Noticia Crime com ampla documentação como noticiante, estando anexada a respectiva Ata do Conselho de Administração não enviada pelo IPREV”
Desde então, o caso avançou e ganhou dimensão nacional. Com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de retirar o sigilo da investigação, novos elementos sobre a gestão do instituto e as responsabilidades relacionadas ao investimento milionário começaram a vir à tona.
Um dos documentos que estava sob sigilo cita João Henrique Caldas como responsável legal pela unidade gestora perante o Ministério da Previdência Social e destaca seu poder sobre a direção do IPREV:
“Além disso, os elementos colhidos indicam que o atual Prefeito de Maceió/AL, Sr. João Henrique Caldas (JHC), figura como responsável legal da unidade gestora perante o Ministério da Previdência Social e possui poder direto de nomeação e exoneração da cúpula do IPREV Maceió.”
A revelação reforça os questionamentos feitos por Rui desde o início do caso. Para ele, JHC precisa parar de fugir do assunto e explicar à população qual foi sua participação, quem autorizou a operação e como os R$ 117 milhões dos aposentados foram destinados ao Banco Master.
“JHC, você é investigado pela falcatrua do caso IPREV e Banco Master. O ministro André Mendonça finalmente derrubou o sigilo de toda a investigação do caso Master e, no caso do IPREV Maceió, R$ 117 milhões que pertenciam aos aposentados de Maceió viraram pó. Deve ser por isso que você sempre fugiu e nunca falou sobre o assunto. A população alagoana clama que agora, depois disso tudo, você apareça”, cobrou Rui.
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