Política

Pulverização de faculdades de Medicina virou 'bet institucionalizada' no Brasil, diz Caiado

Candidato à Presidência critica qualidade da educação na saúde durante congresso em Brasília.

Estadao Conteudo 19/08/2026
Pulverização de faculdades de Medicina virou 'bet institucionalizada' no Brasil, diz Caiado
Ronaldo Caiado - Foto: © AP Photo / Eraldo Peres

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que a "pulverização" de faculdades de Medicina no Brasil se transformou em uma institucionalização de bets. As declarações ocorreram nesta quarta-feira, 19, durante o 34º Congresso das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), em Brasília. Caiado estava acompanhado do seu candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab.

Na ocasião, Caiado listou assuntos que devem ser debatidos no momento e mencionou a educação de "péssima" qualidade na saúde, segundo ele.

"É os juros, é a violência, é a falta de saúde, é a educação de péssima qualidade, é a pulverização de faculdades de Medicina no Brasil inteiro para todo lado, que vira um verdadeira bet institucionalizada no Brasil. É só para cobrar mensalidade do pai. A formação da maioria dos jovens não passa por uma prova de proficiência."

O candidato continuou: "Não sabem fazer uma anamnese no paciente, não sabem auscultar um paciente, não sabem fazer um exame clínico, não sabem dar um diagnóstico diferencial, não sabem poder operar um paciente. E, no entanto, saem com um diploma de médico".

Durante a exposição, Caiado também disse que as verbas para o Sistema Único de Saúde (SUS) estão sendo guiadas por indicações políticas e criticou o que chamou de "populismo".

Ex-governador de Goiás, Caiado é médico formado pela Escola de Medicina e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). O candidato do PSD também fez mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Educação

Em seu plano de governo para a educação, Caiado menciona "elevar exigências de avaliação, fechar ou reestruturar cursos persistentemente insuficientes e combater a evasão". Ele também defende a reforma da formação em diversas áreas, como a saúde, "aproximando currículos de pesquisa, prática profissional e demandas sociais".