Política

Haddad critica falta de trabalho sério em segurança pública em SP

Candidato do PT aponta falhas na gestão de Tarcísio de Freitas

Estadao Conteudo 18/08/2026
Haddad critica falta de trabalho sério em segurança pública em SP
- Foto: © Foto / José Cruz/Agência Brasil

O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad , voltou a criticar a gestão do atual governador, Tarcísio de Freitas , na área de segurança pública. Segundo Haddad, há muito tempo não existe um "trabalho sério" na área no Estado. As declarações foram feitas durante uma sabatina realizada na rádio Jovem Pan , na manhã desta terça-feira, 18.

“Eu nunca vi um trabalho sério ser feito em segurança pública aqui no Estado de São Paulo em muito tempo e, principalmente, nesse governo, que começou a trazer mal o comandante da polícia militar”, disse Haddad, citando investigações sobre o envolvimento de comandantes da PM com o crime organizado.

Entre as propostas enviadas pelo petista durante a sabatina, ele voltou a defender a necessidade de se criar um gabinete institucional que envolvesse as polícias do Estado e órgãos de investigação como o Ministério Público e a Polícia Federal . Haddad também apresentou a ideia de agilizar o registro de Boletins de Ocorrência, com a possibilidade de registrar reclamações pelo WhatsApp .

"E esse BO não pode ir para a gaveta de ninguém. Ele tem que ir para um sistema de inteligência artificial que vai ajudar a polícia militar a planejar o patrulhamento e ajudar a polícia civil a fazer uma investigação", disse Haddad, citando que, no Estado, menos de 5% dos crimes são elucidados.

Ele também criticou a falta de equipamentos com os quais o PM do Estado trabalha hoje. "Está tecnologicamente em frangalhos. Se você entrar em uma delegacia e ver o computador, o sistema de boletim de ocorrência... É o Estado mais rico da federação e é uma vergonha", criticou.

O ex-ministro da Fazenda também criticou o discurso que promete mais impunidade como única solução para combater a criminalidade. "As pessoas imaginam que se aumentam a pena, vão resolver a criminalidade. Você pode botar 100 anos de cadeia; se você não punir, ninguém acredita nos 100 anos."