Política

Galba Novaes cobra explicações sobre aplicação de R$ 97 milhões do Iprev de Maceió

Deputado afirma que recursos pertencem a aposentados e pensionistas e questiona quem decidiu pelo investimento, quais pareceres técnicos foram emitidos e quem participou das reuniões

Redação 12/08/2026
Galba Novaes cobra explicações sobre aplicação de R$ 97 milhões do Iprev de Maceió
Galba Novaes cobra explicações sobre aplicação de R$ 97 milhões do Iprev de Maceió - Foto: Reprodução / Instagram

O deputado estadual Galba Novaes levou à tribuna da Assembleia Legislativa de Alagoas um duro questionamento sobre a aplicação de R$ 97 milhões de recursos do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) e cobrou transparência sobre as decisões que envolveram o patrimônio previdenciário dos servidores municipais.

Durante o discurso, Galba ressaltou que os recursos não pertencem a gestores públicos, secretários ou dirigentes de autarquias, mas aos aposentados e pensionistas que contribuíram durante anos para o sistema previdenciário municipal.

“R$ 97 milhões. Dinheiro que não pertence a prefeito, não pertence a secretário, não pertence a diretor de autarquia. É patrimônio previdenciário”, afirmou.

Segundo os números apresentados pelo parlamentar, o sistema previdenciário atende 5.439 aposentados e 1.462 pensionistas, totalizando 6.901 beneficiários.

Para Galba, todos eles têm o direito de saber exatamente como os recursos foram aplicados e quais decisões administrativas conduziram à operação.

“São 6.901 beneficiados que têm direito de saber exatamente o que aconteceu com esse recurso”, declarou.

Deputado faz série de questionamentos


No pronunciamento, Galba Novaes enumerou perguntas que, segundo ele, precisam ser esclarecidas diante da dimensão da investigação envolvendo o Iprev.

Entre os pontos levantados pelo deputado estão quem tomou a decisão de aplicar os R$ 97 milhões, quais pareceres técnicos embasaram a operação, qual análise de risco foi realizada e quais outras alternativas de investimento foram consideradas antes da decisão.

O parlamentar também questionou quem participou das reuniões relacionadas à aplicação dos recursos, quais integrantes dos colegiados votaram favoravelmente e quais documentos foram apresentados aos conselhos responsáveis pela fiscalização e acompanhamento da política de investimentos do Instituto.

“Quem decidiu aplicar R$ 97 milhões? Quais pareceres técnicos sustentaram essa decisão? Qual análise de risco foi feita? Quais alternativas de investimento foram comparadas? Quem participou das reuniões? Quem votou favoravelmente? Quais documentos foram apresentados aos conselhos responsáveis?”, indagou.

Para o deputado, a questão central precisa ser respondida de maneira objetiva: como foram aplicados os R$ 97 milhões pertencentes ao patrimônio previdenciário dos servidores de Maceió.

“Aposentadoria não é aposta”


Em um dos momentos mais fortes do pronunciamento, Galba Novaes afirmou que recursos previdenciários exigem responsabilidade ainda maior por representarem a segurança financeira de trabalhadores que passaram décadas contribuindo para o serviço público.

“Aposentadoria não é aposta. Pensão não é capital de risco. Previdência pública não pode ser administrada com improviso”, declarou.

O parlamentar lembrou que muitos dos beneficiários dependerão desses recursos durante toda a aposentadoria e citou a própria trajetória de contribuição previdenciária.

“Estamos falando da segurança financeira de homens e mulheres que passaram décadas contribuindo para o serviço público municipal. Exemplo do que eu contribuí há 41 anos e três meses”, afirmou.

Ao encerrar o pronunciamento, Galba reforçou a cobrança por esclarecimentos públicos sobre a destinação dos valores.

“R$ 97 milhões não são um detalhe administrativo. São R$ 97 milhões de razões para exigir transparência. E 6.901 aposentados e pensionistas que merecem resposta”, concluiu.

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