Política
Prisão de ex-presidente do BRB reacende caso Master e Rui Palmeira amplia pressão sobre gestão de Maceió; vídeo
Vereador afirma que novo avanço da Polícia Federal aproxima ainda mais o escândalo do Banco Master da capital alagoana e cobra explicações sobre perdas milionárias do Iprev e a entrada do BRB na folha da prefeitura
A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, pela Polícia Federal, abriu nesta quinta-feira, 16 de abril, um novo capítulo no escândalo envolvendo o Banco Master e voltou a produzir forte repercussão política em Maceió. Costa foi alvo da 4ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de crimes financeiros, lavagem de dinheiro e irregularidades em negócios entre o BRB e o Master.
Em reação ao fato, o vereador Rui Palmeira afirmou que as investigações “estão longe de acabar” e que o caso se aproxima cada vez mais de Maceió. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele associou a prisão do ex-dirigente do BRB ao histórico recente da capital alagoana no episódio do Banco Master e voltou a cobrar explicações sobre a aplicação de recursos previdenciários no banco. A manifestação de Rui, no entanto, é uma cobrança política e não, por si só, prova de vínculo direto entre a prisão desta quinta-feira e decisões tomadas em Maceió.
A Polícia Federal informou que Paulo Henrique Costa é suspeito de ter descumprido práticas de governança para facilitar negócios sem lastro entre o banco público e o Banco Master. Segundo a Agência Brasil, os investigadores também apontam suspeitas de corrupção e rastreamento de pagamentos milionários relacionados ao caso.
Foi esse desdobramento que Rui Palmeira usou como base para endurecer o discurso. Segundo ele, o episódio reforça a gravidade do ambiente em torno do Banco Master, instituição que, no centro da crise, já havia se tornado alvo de fortes questionamentos em Alagoas por causa da aplicação de recursos do Iprev Maceió. Em novembro de 2025, a própria Prefeitura de Maceió divulgou nota afirmando que os pagamentos a aposentados e pensionistas estavam garantidos “a despeito da liquidação do Banco Master”, reconhecendo publicamente a gravidade do quadro da instituição financeira.
No plano político local, Rui Palmeira voltou a bater na tecla de que Maceió foi duramente atingida pelo caso. A cifra de R$ 117 milhões aplicada no Banco Master tem sido citada de forma recorrente por parlamentares de oposição e por reportagens locais sobre o tema. Esse valor aparece, por exemplo, em cobertura da própria Tribuna do Sertão sobre os questionamentos feitos pelo vereador ao caso.
Outro ponto explorado pelo vereador foi a presença do BRB na estrutura financeira da prefeitura. Isso é fato documentado: o Banco de Brasília venceu a licitação e assumiu a gestão da folha de pagamento dos servidores da Prefeitura de Maceió por cinco anos, com início operacional no segundo semestre de 2025. A informação foi divulgada tanto pela Prefeitura de Maceió quanto pelo próprio BRB.
É justamente nessa sobreposição de fatos — de um lado, o BRB agora sob abalo institucional com a prisão de seu ex-presidente; de outro, o histórico do Banco Master e das perdas atribuídas ao Iprev Maceió — que Rui Palmeira tenta sustentar sua narrativa de que as peças começam a se encaixar. Politicamente, o discurso é forte. Juridicamente, porém, ainda há uma distância importante entre a retórica e a prova. Até aqui, os elementos confirmados publicamente são a prisão do ex-presidente do BRB, a investigação sobre negócios entre BRB e Master, a liquidação do Banco Master e a atuação do BRB na folha de pagamento da Prefeitura de Maceió. A existência de uma conexão ilícita direta entre esses fatos, no caso específico de Maceió, ainda dependeria de prova investigativa concreta.
Mesmo assim, o impacto político é imediato. A prisão de um ex-dirigente do BRB alimenta o discurso da oposição de que o escândalo financeiro não está encerrado e pode revelar novas camadas, inclusive com reflexos administrativos e eleitorais em Alagoas. Para Rui Palmeira, a coincidência entre o avanço do caso Master e a entrada do BRB na folha da prefeitura é um flanco que não pode ser ignorado. Para a gestão municipal, o desafio passa a ser responder com fatos, documentos e transparência a uma crise que insiste em não sair do noticiário.
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