Política

Jayme Campos alerta para crise no agro e defende renegociação de dívidas rurais

Senador cobra votação de projeto que prevê renegociação de débitos e destaca riscos à estabilidade econômica do país

15/04/2026
Jayme Campos alerta para crise no agro e defende renegociação de dívidas rurais
Jayme Campos - Foto: Pedro França/Agência Senado

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (14), o senador Jayme Campos (União-MT) cobrou a votação do Projeto de Lei 5.122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais, e alertou para o aumento do endividamento no setor agropecuário. O parlamentar afirmou que o cenário atual, marcado por juros elevados, restrição ao crédito e alta nos custos de produção, tem produtores pressionados e empresas do campo.

— O setor agropecuário é a espinha dorsal da economia nacional, sustenta nossa balança comercial, gera milhões de empregos e garante segurança alimentar ao país e ao mundo. Estados como o meu, o meu querido Mato Grosso, são prova viva da força produtiva do campo brasileiro. A realidade atual é muito preocupante. O agro é proporcionalmente o setor com o maior número de companhias em processo de recuperação judicial do país. De acordo com os dados do Monitor RGF, entre 2024 e 2025, houve um aumento de 70% das empresas do agro em recuperação judicial — afirmou.

O senador destacou que o setor enfrentou dificuldades agravadas por fatores externos, como variações cambiais e conflitos internacionais, que impactaram o preço de insumos e combustíveis. Segundo ele, a renegociação das dívidas é necessária para preservar a capacidade produtiva e evitar impactos econômicos mais amplos.

— Renegociar dívidas não é premiar inadimplência, é preservar a capacidade produtiva do país, é evitar uma crise econômica ou sistêmica no setor que mais contribui para a estabilidade econômica nacional. O agro precisa ser protegido, precisa ser valorizado, precisa ser tratado como um setor estratégico do nosso país. Se queremos crescimento sustentável, estabilidade macroeconômica e geração de emprego, precisamos garantir que o produtor tenha condições reais de continuar produzindo — disse.