Política
Comissão aprova medidas protetivas de urgência para vítimas de racismo
Projeto prevê atendimento psicossocial, proteção ampliada e reeducação de agressores para combater o racismo e outras formas de discriminação.
A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que institui medidas protetivas de urgência para vítimas de racismo, incluindo atendimento psicossocial e a obrigatoriedade de participação de agressores em programas de reeducação.
O texto aprovado corresponde ao substitutivo apresentado pela relatora, deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), que unificou o Projeto de Lei 749/23, de autoria da deputada Denise Pessôa (PT-RS), com outra proposta que tramitava em conjunto.
“As propostas trazem inovações que ultrapassam o paradigma meramente punitivista e inscrevem-se na luta mais ampla por justiça racial, que é histórica e estrutural”, destacou Daiana Santos.
Para Denise Pessôa, o racismo “persiste como uma das mais graves violações de direitos humanos no Brasil”.
Medidas ampliadas
O substitutivo aprovado modifica a Lei do Racismo, ampliando o alcance das medidas protetivas em relação à proposta original.
Entre os principais pontos, o texto garante às vítimas:
- atendimento especializado;
- proteção contra revitimização;
- respeito à integridade física e psicológica;
- encaminhamento à assistência judiciária;
- acesso a serviços psicossociais.
Reeducação de agressores
O texto prevê que juízes possam contar com o apoio de equipe multidisciplinar nas áreas psicossocial, jurídica e de saúde, além de autorizar a aplicação de medidas protetivas de urgência e o encaminhamento dos réus a programas de recuperação e reeducação, como grupos reflexivos antirracismo.
Outras formas de discriminação
A proposta também estende a proteção a outros grupos, criminalizando a discriminação por orientação sexual, identidade ou expressão de gênero, assegurando os mesmos direitos e garantias previstos para vítimas de racismo.
Próximos passos
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, ainda precisará ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
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