Política

PF investiga deputado por supostos desvios em obras da BR-156 no Amapá

Operação Pedágio 2 mira Vinicius Gurgel (PL-AP) e apura esquema de corrupção e fraudes em licitações envolvendo recursos públicos para a rodovia.

13/02/2026
PF investiga deputado por supostos desvios em obras da BR-156 no Amapá
Vinícius Gurgel (PL-AP) - Foto: Reprodução / Instagram

A Polícia Federal deflagrou, na tarde desta sexta-feira (13), a Operação Pedágio 2, com o objetivo de investigar a atuação de uma suposta organização criminosa responsável pelo desvio de recursos públicos destinados a obras em trechos não pavimentados da BR-156, no Amapá. O deputado federal Vinicius Gurgel (PL-AP) é um dos principais alvos da operação.

O Estadão solicitou posicionamento do parlamentar a respeito das diligências, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão no estado, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

A ação é um desdobramento da Operação Pedágio, deflagrada em junho de 2019, quando veículos e valores em espécie foram apreendidos com investigados.

A BR-156 possui 822 km de extensão, ligando Laranjal do Jari a Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, sendo fundamental para a integração terrestre do Amapá.

Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes de organização criminosa, corrupção e fraude em licitações.

Primeira fase

Na primeira etapa da Operação Pedágio, foram expedidos dois mandados de prisão contra Fábio Vilarinho, então ex-superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e Odnaldo de Jesus Oliveira, que ocupava o cargo à época.

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam um cenário de corrupção sistêmica envolvendo contratos do DNIT, com desvios milionários, frequentemente alimentados por emendas parlamentares e fraudes em licitações. O esquema envolveria empresas de fachada, cartelização e execução de obras de baixa qualidade.

O Estadão também solicitou manifestações ao DNIT e ao governo do Amapá sobre as investigações, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.