Política

Comissão do Senado vai solicitar documentos sobre o Banco Master e convocar envolvidos, afirma Renan

Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos anuncia pedido de documentos e críticas ao TCU e STF durante apuração sobre supostas fraudes no Banco Master.

17/01/2026
Comissão do Senado vai solicitar documentos sobre o Banco Master e convocar envolvidos, afirma Renan
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que o colegiado irá solicitar cópias de documentos e convocar os envolvidos na investigação sobre alegadas fraudes praticadas por executivos do Banco Master.

Renan também teceu críticas ao Tribunal de Contas da União (TCU), que abriu uma apuração referente à decisão do Banco Central de liquidar a instituição financeira.

"Vamos requisitar todos os documentos já existentes sobre o Banco Master no Banco Central, no Tribunal de Contas da União, na CVM e os inquéritos da Polícia Federal", declarou o senador em vídeo publicado na rede X.

As investigações, conduzidas pela Polícia Federal sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), seguem sob sigilo, assim como os procedimentos do TCU e do BC relacionados ao caso.

O ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, foi alvo de críticas após abrir inspeção contra o Banco Central e questionar a decisão de liquidação do Master. A iniciativa foi interpretada como uma interferência nas prerrogativas regulatórias da autoridade monetária. Renan aproveitou para criticar o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), seu adversário político em Alagoas.

"O TCU, por exemplo, é um braço do Legislativo para proteger os interesses do país, e não para encobrir malfeitos. Temos recebido informações sobre forte pressão do presidente da Câmara dos Deputados e do ex-presidente sobre um setor do TCU", afirmou Renan.

O senador também direcionou críticas ao ministro Toffoli. "Ele precisa tornar as coisas públicas", disse. Inicialmente, o ministro determinou que as provas coletadas em busca e apreensão permanecessem sob custódia do STF, mas depois autorizou que a extração do material fosse realizada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).