Poder e Governo
PF solicita prorrogação para investigações sobre Lulinha e Roberta Luchsinger
Pedido está relacionado a dois inquéritos que investigam tráfico de influência
A Polícia Federal solicitou a prorrogação do prazo de duas investigações envolvendo os empresários Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Roberta Luchsinger. Os inquéritos apuram um suposto esquema de tráfico de influência. Segundo as investigações, Roberta e o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuaram na intermediação de contratos com o poder público. Ambos sempre negaram a prática de qualquer irregularidade.
O pedido foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que é o relator dos dois inquéritos no tribunal. Existe, ainda, uma terceira investigação envolvendo a dupla, sob a relatoria do ministro Flávio Dino.
A PF também requisitou à sua área técnica que detalhe os vínculos societários de Lulinha, as movimentações bancárias e o registro de agendas dele e de outros investigados em órgãos públicos. Esta informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO. Ademais, os investigadores solicitaram o levantamento de viagens realizadas pelos dois e outros alvos no Brasil e no exterior.
"Foram determinadas diversas diligências em prol da investigação, as quais ainda pendem de conclusão, notadamente em razão do exíguo lapso temporal transcorrido desde sua determinação. Mostra-se, portanto, necessária a dilação do prazo para a conclusão das diligências em curso", afirma trecho de ofício da PF.
O pedido dos investigadores foi feito no início de outubro, quando expirou o prazo inicial de 60 dias.
Procuradas, as defesas de Lulinha e Roberta ainda não se manifestaram.
No último sábado, Roberta concedeu uma entrevista à CNN, na qual afirmou que Lulinha se reunia "semanalmente" com ministros do governo e revelou ter a intenção de realizar uma delação premiada. Ex-apoiadora do presidente e ex-amiga de seu filho, Roberta expressou indignação por ter se tornado "boi de piranha", conforme suas palavras, nas investigações sobre tráfico de influência conduzidas pela PF.
— Não serei o boi de piranha que tanto querem colocar tudo em cima de mim. O que eu fiz, se for crime, vou responder, vou me defender, vou responder ao devido processo legal que, aliás, é uma coisa que o presidente da República sempre disse muito sobre ele, mas sobre os outros a gente vê que é o contrário.
Mais lidas
-
1COMPORTAMENTO
Apartamento, jatinhos e festa: O que o caso Yasmin Brunet e Vorcaro revela sobre a dinâmica dos relacionamentos sugar
-
2CORREGEDORIA
CNJ convoca desembargador Fábio Ferrario para auxiliar em inspeção no TJ de Roraima
-
3A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
4SEGURANÇA PÚBLICA
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs
-
5EXTREMISTA EXALTADO
Panelaço contra Flávio em Maceió termina com porteiro que participava do ato com moradores e vizinhos levado pela polícia; morador denunciou intimidação bolsonarista