Poder e Governo
Coordenador da campanha de Lula prevê aprovação do fim da escala 6x1 em dois turnos nesta semana
Campanha petista explora tema e promessa de cortes de gastos de Flávio Bolsonaro para tentar virar o jogo contra campanha adversária
Reforçando a pressão sobre a oposição, o coordenador da campanha do presidente Lula, senador Camilo Santana, afirmou hoje que a expectativa do governo é aprovar a proposta de emenda constitucional (PEC) da redução da escala de trabalho em primeiro e segundo turno pelo plenário do Senado até quinta-feira da próxima semana. O texto, que substitui a escala seis dias de trabalho por um dia de folga na semana por um regime de cinco dias e dois dias de descanso, é bandeira eleitoral de Lula no segundo turno.
Seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), tem se posicionado contra a proposta.
— Nós vamos votar, não tenho dúvida. Vamos apresentar a proposta do calendário especial na quarta-feira (para concluir a votação da PEC antes do segundo turno das eleições) — disse Santana. Em São Paulo, o presidente Lula pediu que as pessoas se mobilizem e acompanhem a votação da PEC.
Ao fazer um balanço da campanha na última semana, Santana reiterou a estratégia do governo de atacar Flávio Bolsonaro e destacou atos voluntários a favor de Lula em todo o país, mais de 1,5 milhão na última semana e mais 300 neste domingo com o slogan 'Bora Lula', 'Bora Virar', segundo ele.
— São atos para dizer que nós queremos o fim da escala 6 por 1, para dizer que nós somos contra o tesouraço de R$ 250 bilhões que o Flávio Bolsonaro propõe para o país. Nós sabemos que esse tesouraço vai mexer com a vida dos mais pobres desse país — disse Santana.
Ele citou o anúncio da isenção temporária dos impostos federais sobre combustíveis, na última sexta-feira, e alegou que Lula está preocupado com o custo de vida, uma das frentes usadas pelo adversário do presidente.
— O presidente Lula está muito antenado com isso, quando ele agora reduz os impostos sobre combustíveis, considerando o ponto das guerras, ele quer exatamente que não aumente o custo de vida do povo brasileiro — destacou Santana.
Ao ser questionado sobre as falas de Flávio de que sua largada à frente de Lula no segundo turno das eleições levou à queda nas taxas de juros futuros, Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social, respondeu que ele precisa aprender a fazer conta:
— Ele precisa primeiro aprender a fazer conta e a outra coisa é que não entende de orçamento, está confundindo os juros com o orçamento.
Mais lidas
-
1A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
2POLÍTICA
Lista dos deputados federais eleitos no Rio de Janeiro (RJ)
-
3BATE-ESTACA
Quem sai de 'A fazenda' hoje? Ariela, Renê e Thaíde estão na roça, e disputa fica entre os homens, diz enquete
-
4RODOVIAS
Obras da ponte entre Penedo (AL) e Neópolis (SE) avançam e ultrapassam 60% de execução
-
5POLÍTICA
Memes não se tornam votos: Menina da Bota, Caneta Azul e Inês Brasil têm pouco mais de 20 mil e não se elegem