Poder e Governo

Coordenador da campanha de Lula prevê aprovação do fim da escala 6x1 em dois turnos nesta semana

Campanha petista explora tema e promessa de cortes de gastos de Flávio Bolsonaro para tentar virar o jogo contra campanha adversária

Agência O Globo - 11/10/2026
Coordenador da campanha de Lula prevê aprovação do fim da escala 6x1 em dois turnos nesta semana
Coordenador da campanha de Lula prevê aprovação do fim da escala 6x1 em dois turnos nesta semana

Reforçando a pressão sobre a oposição, o coordenador da campanha do presidente Lula, senador Camilo Santana, afirmou hoje que a expectativa do governo é aprovar a proposta de emenda constitucional (PEC) da redução da escala de trabalho em primeiro e segundo turno pelo plenário do Senado até quinta-feira da próxima semana. O texto, que substitui a escala seis dias de trabalho por um dia de folga na semana por um regime de cinco dias e dois dias de descanso, é bandeira eleitoral de Lula no segundo turno.

Seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), tem se posicionado contra a proposta.

— Nós vamos votar, não tenho dúvida. Vamos apresentar a proposta do calendário especial na quarta-feira (para concluir a votação da PEC antes do segundo turno das eleições) — disse Santana. Em São Paulo, o presidente Lula pediu que as pessoas se mobilizem e acompanhem a votação da PEC.

Ao fazer um balanço da campanha na última semana, Santana reiterou a estratégia do governo de atacar Flávio Bolsonaro e destacou atos voluntários a favor de Lula em todo o país, mais de 1,5 milhão na última semana e mais 300 neste domingo com o slogan 'Bora Lula', 'Bora Virar', segundo ele.

— São atos para dizer que nós queremos o fim da escala 6 por 1, para dizer que nós somos contra o tesouraço de R$ 250 bilhões que o Flávio Bolsonaro propõe para o país. Nós sabemos que esse tesouraço vai mexer com a vida dos mais pobres desse país — disse Santana.

Ele citou o anúncio da isenção temporária dos impostos federais sobre combustíveis, na última sexta-feira, e alegou que Lula está preocupado com o custo de vida, uma das frentes usadas pelo adversário do presidente.

— O presidente Lula está muito antenado com isso, quando ele agora reduz os impostos sobre combustíveis, considerando o ponto das guerras, ele quer exatamente que não aumente o custo de vida do povo brasileiro — destacou Santana.

Ao ser questionado sobre as falas de Flávio de que sua largada à frente de Lula no segundo turno das eleições levou à queda nas taxas de juros futuros, Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social, respondeu que ele precisa aprender a fazer conta:

— Ele precisa primeiro aprender a fazer conta e a outra coisa é que não entende de orçamento, está confundindo os juros com o orçamento.