Poder e Governo

Bancada trans: de Erika Hilton a Duda Salabert, veja como foi o desempenho nas urnas

Número de postulantes trans e travestis nas eleições deste ano foi 45% maior que o das últimas eleições

Agência O Globo - 05/10/2026
Bancada trans: de Erika Hilton a Duda Salabert, veja como foi o desempenho nas urnas
Erika Hilton - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) recebeu votação expressiva em São Paulo, alcançando quase 1.596.472 votos, sendo a segunda mais votada do estado. Em Minas Gerais, Duda Salabert (PSOL-MG) obteve mais de 229 mil votos (com 99,88% das urnas apuradas), sendo a terceira mais votada no estado. Já Thabatta Pimenta (PV-RN) somava 92.735 votos, a décima mais votada do Rio Grande do Norte, que conta com oito cadeiras na Câmara.

O número de candidatos trans e travestis que registraram candidaturas com o nome social voltou a crescer nestas eleições. Em consulta à base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 54 candidatos aparecem como optantes pelo registro com essa identificação, um aumento de 45% em relação ao último pleito federal, em 2022. É a segunda vez que o número cresce desde que o uso do nome social passou a ser permitido — e computado para a cota de gênero — por decisão do TSE. Em 2018, foram 29 candidaturas.

O uso do nome social no registro e na urna já havia sido adotado em peso, também, nos pleitos municipais. Foram 348 pedidos de candidatura na eleição de 2024 e 171 na de 2020.

Dos 54 registros de candidaturas (cinco delas já deferidas) em 2026, 53 são para cargos do Legislativo: candidatos a deputado federal ou estadual. O único candidato ao Executivo é Seu Alex (PSTU), que pleiteia o cargo de vice-governador do Pará na chapa de Well Macêdo (PSTU).

A inclusão do nome social — pelo qual pessoas travestis e trans preferem ser chamadas, de acordo com a sua identidade de gênero — em documentos passou a ser possível em cartórios, sem ação judicial, em 2018. Daquele ano até 2025, foram mais de 18 mil pedidos no país.