Poder e Governo

Haddad participa de encontro com mulheres evangélicas em São Paulo

Candidato do PT ao governo de São Paulo se reuniu com cerca de 20 lideranças religiosas em hotel no Jardim Paulista

Agência O Globo - 19/09/2026
Haddad participa de encontro com mulheres evangélicas em São Paulo
Fernando Haddad - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, se reuniu neste sábado com cerca de 20 mulheres evangélicas no Hotel Pestana, no Jardim Paulista, na Zona Oeste da capital. Por pouco mais de uma hora e meia, o petista ouviu demandas e sugestões de lideranças de diferentes denominações religiosas.

O encontro ocorreu no mesmo dia em que o governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também dedicou parte de sua agenda de campanha ao contato com lideranças religiosas. Pela manhã, Tarcísio participou de um “Café com Pastores” na Igreja Batista Vida Plena, em São Bernardo do Campo. Depois, participou de um culto na igreja, onde recebeu orações de pastores.

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No encontro com as mulheres evangélicas, Haddad afirmou que o objetivo era promover um ambiente de diálogo e entendimento entre as lideranças até as eleições.

— É importante ouvir as pessoas. Temos que deixar de lado todo preconceito, entender que estamos na mesma comunidade e que queremos o bem do país e do estado de São Paulo. Nosso caminho é o caminho da paz, em que trocamos ideias — afirmou.

Haddad disse que as participantes apresentaram sugestões para que a campanha eleitoral seja baseada em propostas, e não em preconceitos. O candidato também defendeu a produção de materiais educacionais para orientar os eleitores sobre as alternativas apresentadas pelos candidatos.

— O que ouvimos aqui foram muitas denominações, muitas confissões, trazendo subsídios para que a eleição transcorra bem, para que os debates aconteçam com base em ideias, deixando os preconceitos de lado e nos concentrando nas alternativas e nas propostas dos candidatos — disse.

Questionado se a reunião também tinha como objetivo buscar o voto evangélico, Haddad afirmou que não existe uma unidade política entre as diferentes denominações presentes. Para ele, o ponto de convergência das participantes é o compromisso com a democracia.

— Essas pessoas que se reuniram aqui têm um princípio que precede a política. São cristãs que têm um compromisso com o Estado democrático de Direito — declarou.

Segundo o candidato, participaram do encontro mulheres de diferentes denominações, entre elas metodistas e batistas. Ele afirmou que as lideranças querem que o ambiente democrático prevaleça durante a eleição, com respeito às garantias previstas na Constituição.

— Elas querem que esse ambiente democrático presida as eleições deste ano, com as garantias constitucionais que todos valorizam. Foi isso que viemos discutir: como colaborar para esse ambiente democrático — afirmou.

Haddad também falou sobre a estratégia para as duas semanas finais antes do primeiro turno. Segundo ele, a campanha continuará concentrada na apresentação de problemas do estado e de propostas para enfrentá-los, especialmente em áreas como educação e segurança.

— Minha estratégia daqui para frente, que sempre foi a minha, é apontar os problemas do estado e apresentar soluções. Tenho falado praticamente todos os dias sobre o que entendo serem problemas graves que o estado enfrenta e sobre alternativas às políticas atuais, que, na minha opinião, são mais eficazes para resolver os problemas de educação, segurança e assim por diante — disse.

O petista defendeu ainda sua participação em debates, entrevistas e sabatinas durante a campanha. Ao ser questionado sobre a ausência de um adversário em um debate previsto para segunda-feira, Haddad afirmou que a decisão seria uma forma de evitar a comparação entre os candidatos.

— Na minha opinião, é uma estratégia para evitar a comparação. Não se trata apenas do debate que está faltando. Houve o Roda Viva, houve sabatinas. Enfim, houve debates. Acho que, especialmente quando há apenas dois candidatos, fazer isso é negar ao cidadão o direito de comparar — afirmou.

Para Haddad, a ausência em debates prejudica a discussão de propostas durante a campanha.

— Isso é ruim para a democracia no Brasil. Aqui há apenas dois candidatos. Um está disposto a debater com o outro. É algo que me parece um pouco estranho — disse.

O candidato tomou cuidado de destacar que o problema só é prejudicial na escala estadual, já que há somente dois candidatos competitivos ao cargo. A pontuação ocorre porque, no nível federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não comparecer a nenhum debate neste primeiro turno.