Poder e Governo
Dino cita vídeo de Fábio Porchat em conversa com Fachin
Humorista ironiza cansaço dos jornalistas em meio à crise do STF
Um vídeo publicado pelo humorista Fábio Porchat no último sábado, que ironiza o cansaço dos jornalistas em meio aos vazamentos que rondam a crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF), protagonizou um momento de descontração na sessão histórica e tensa da Corte. Ministros devem decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por supostas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Julgamento:
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Durante um momento de conversa sobre o volume de petições envolvidas no caso, o ministro Flávio Dino perguntou ao presidente da Corte, Edson Fachin, se ele havia assistido ao vídeo do humorista. O presidente respondeu que não. Dino, então, afirmou que a brincadeira de Porchat se aplica também aos ministros do STF.
— É um vídeo muito bom porque nós estamos parecidos. Eu cheguei atrasado porque estava decretando prisão de gente, porque é tanta petição, presidente — brincou o ministro Flávio Dino.
Fachin respondeu, em sequência, que não teve tempo de assistir, pois estava "vendo ofícios que chegaram, que são hemorrágicos".
Relembre o vídeo do Porchat
Deitado em uma cama, o humorista interpreta um jornalista exausto com o fato da divulgação de algumas informações da crise ocorrerem durante a madrugada. No vídeo, ele pede que o presidente do STF impeça novos vazamentos no decorrer da noite:
Entenda o julgamento
A Polícia Federal elaborou um relatório por ordem do ministro André Mendonça, relator de investigações relacionadas ao Banco Master. O documento foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e desencadeou uma sucessão de decisões, ofícios e acusações entre integrantes da Corte, além de envolver a própria PF, a PGR e a Advocacia-Geral da União (AGU). Edson Fachin acabou assumindo a condução do caso numa tentativa de conter a escalada da crise.
Em manifestação a Fachin na véspera do julgamento, Moraes afirmou que Mendonça atuou de forma "inconstitucional e ilegal" e negou favorecimento a Vorcaro. A segurança foi reforçada nas proximidades do STF, que fica na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Nesta terça-feira, caberá ao plenário discutir os desdobramentos das mensagens envolvendo Moraes e decidir os próximos passos do caso. O julgamento, no entanto, é apenas um capítulo de uma disputa mais ampla. Na semana seguinte, no dia 23, os ministros deverão voltar a se reunir para analisar um pedido de investigação contra André Mendonça.
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