Poder e Governo
Eduardo Bolsonaro diz ter pedido aos EUA a retomada de sanções contra Moraes
Ex-deputado afirma que ele e aliados defenderam a medida após a divulgação de novas conversas entre o ministro do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro
O ex-deputado federal (PL) afirmou que ele e aliados pediram ao governo dos Estados Unidos que retome as sanções previstas na Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada em entrevista ao UOL News após a divulgação de novas conversas e mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Do 'dá pra segurar?' ao 'já tenho que estar fora?':
Guerra civil na corte:
Segundo Eduardo, as novas informações expõem uma relação financeira envolvendo Moraes e seus familiares, além de pedidos de “proteção” feitos a outras autoridades.
— O nosso trabalho aqui [nos EUA] é dar a nossa opinião quando somos consultados. Então, por óbvio, sou entusiasta do retorno da Lei Magnitsky, porque vejo abusos de direitos humanos — disse Eduardo.
Admitiu encontro:
O filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ainda que “não há prazo” para uma possível decisão do governo americano, uma vez que a aplicação da lei depende do presidente Donald Trump e de avaliações internas.
— A Lei Magnitsky não é um ato ilícito. É uma lei americana feita para isso e fica à conveniência do presidente da República, ouvindo os seus secretários do Tesouro e de Estado — afirmou Eduardo ao UOL News.
Em dezembro de 2025, o governo americano retirou Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes, da lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky. O ministro estava sujeito às medidas desde julho daquele ano, quando a Casa Branca o acusou de violar direitos humanos por sua atuação no processo sobre a trama golpista que levou à prisão de Jair Bolsonaro.
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