Poder e Governo

Lula reúne aliados para debater ações de campanha, e PT espera definição sobre Minas

Expectativa entre petistas é que essa definição ocorra em até dez dias

Agência O Globo - 08/07/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta terça-feira no Palácio da Alvorada, em Brasília, com integrantes da coordenação da sua pré-campanha à Presidência para fazer um balanço das ações realizadas até agora e discutir os próximos passos da candidatura. Essa foi a primeira reunião após o início do chamado defeso eleitoral, período de três meses que antecede o primeiro turno das eleições, durante o qual há limites e proibições para os agentes públicos.

De acordo com relatos de três participantes, foram discutidos diversos segmentos e núcleos da pré-campanha, como juventude, mulheres, comunicação, comitês populares, programa de governo e palanques estaduais. Também foi feito um balanço das ações digitais, como os grupos do PT Pode Espalhar e Porta-Vozes do Lula, que visam fazer frente ao bolsonarismo nas redes sociais.

Cabe ao presidente do PT e coordenador-geral da pré-campanha, Edinho Silva, falar da importância de definir os últimos dois palanques de apoio à candidatura de Lula nos estados: Minas Gerais e Goiás.

A expectativa entre os petistas é que essa definição ocorra em até dez dias, considerando a proximidade das convenções partidárias.

A maior preocupação é com Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país e um estado considerado crucial para a campanha — historicamente, o candidato à presidência que vence lá costuma ser eleito presidente.

No fim de junho, após uma reunião com dirigentes do PT no estado, Lula deu aval para uma candidatura própria da legenda em Minas. O plano A do presidente era o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB), mas ele anunciou que deve deixar a vida pública ao final deste ano, quando se encerrará seu mandato como senador.

A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, era a favorita, mas ela criticou a estratégia do partido e reafirmou publicamente seu desejo de manter a candidatura ao Senado.

Um integrante do PT, que prefere não se identificar, afirma que a decisão de Marília surpreendeu a cúpula do partido e até mesmo o presidente, que acreditava que ela não teria como recusar um pedido de Lula.

Outro petista envolvido na montagem do palanque em Minas diz que o partido deve realizar uma rodada de pesquisas de intenção de voto para auxiliar na escolha do candidato, com a palavra final cabendo a Lula.

Não está descartada a possibilidade de o presidente se reunir com os nomes cotados antes da definição.

Nesta terça, a presidente estadual do PT em Minas, Leninha, coordenou uma reunião virtual com as bancadas estadual e federal do partido para buscar um entendimento, mas não houve definição.

Entre os nomes cogitados estão os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia. Um integrante da pré-campanha de Lula que acompanhou o encontro comenta que o cenário em Minas ainda está indefinido, com diversos nomes circulando, parte da estratégia da sigla em testar a viabilidade de cada candidato.

Além de Minas, o PT ainda não tem definido seu palanque em Goiás. Uma ala sugere que o nome favorito é o da deputada federal petista Delegada Adriana Accorsi, mas ela já indicou o desejo de buscar a reeleição na Câmara.