Poder e Governo
Tarcísio apoia PEC de Flávio Bolsonaro e critica reeleição: 'Está fazendo mal para o Brasil'
Proposta de Flávio Bolsonaro, que visa o fim da reeleição, sinaliza aproximação com Tarcísio e o centrão de olho em 2026
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou nesta terça-feira (7) ser favorável à proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que propõe o fim da reeleição para cargos executivos no Brasil.
A iniciativa é interpretada por aliados e opositores como um gesto de Flávio em direção ao governador paulista e ao centrão, buscando fortalecer sua pré-candidatura presidencial para as eleições de outubro.
“A gente tem que se questionar neste momento em que medida a reeleição está ajudando ou não o país. Em que medida uma pessoa que entra consegue estabelecer uma visão de longo prazo ou fica muito refém da possibilidade de reeleição, deixando ou perdendo tempo, deixando de fazer aquilo que precisa de fato ser feito. Então é um questionamento que eu faço. Eu hoje acho que a reeleição está fazendo mal para o Brasil”, afirmou Tarcísio.
Pela proposta de Flávio, o presidente da República ficaria inelegível para o mesmo cargo no mandato seguinte, retomando o modelo anterior à emenda constitucional de 1997, que instituiu a reeleição no país. O senador argumenta que o atual sistema cria um “estado permanente de eleição”, levando governantes a priorizarem interesses eleitorais em detrimento da administração e enfraquecendo a alternância de poder.
A defesa do mandato único tem sido utilizada por aliados como argumento político nas negociações iniciais com outras legendas, em um momento em que o PL busca ampliar alianças além do núcleo bolsonarista mais fiel.
A declaração de Tarcísio sobre a PEC ocorreu em Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo, durante a entrega de um piscinão. Na ocasião, o governador também comentou sobre a segunda vaga ao Senado por São Paulo, desejada por diversos nomes da direita, que ainda está indefinida. O primeiro posto será ocupado pelo ex-secretário Guilherme Derrite (PP).
“A segunda vaga cabe ao PL. Estamos conversando internamente, levando argumentos para aquilo que consideramos ser o melhor desenho. Acho que não está difícil construir consenso. Pretendo conversar também com o próprio presidente Bolsonaro e com o Eduardo. Era uma vaga que, naturalmente, seria do Eduardo, caso ele estivesse no Brasil. Mas, não estando, vamos procurar o melhor nome para representar esse grupo. É preciso cautela com pesquisas para o Senado agora, pois está cedo e o eleitor ainda não conhece todos os candidatos”, disse Tarcísio.
Segundo pesquisa Datafolha realizada no mês passado, nomes como Simone Tebet, Márcio França e Marina Silva lideram as intenções de voto, à frente de candidatos da direita, como Derrite e o deputado federal Ricardo Salles.
Na segunda-feira (6), Márcio França anunciou uma chapa com Rubens Furlan, ex-prefeito de Barueri, que seria seu suplente na disputa. Contudo, ainda não está definido se França será candidato ao Senado por São Paulo, na chapa de Fernando Haddad (PT), que concorrerá ao governo estadual.
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