Poder e Governo
Eduardo Leite recusa convite do PSDB e permanece no PSD após críticas à escolha de Caiado
Integrantes da federação PSDB-Cidadania chegaram a fazer uma carta pedindo que o governador do RS se candidatasse à Presidência
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), decidiu permanecer em seu partido mesmo após criticar a escolha de Ronaldo Caiado como pré-candidato do PSD à Presidência da República. Leite chegou a ser convidado a retornar ao PSDB para disputar o Planalto, movimento apoiado por um manifesto assinado por ex-parlamentares, sociólogos, economistas e intelectuais. Apesar do apelo, ele descartou a possibilidade: “Não considerei sair do PSD”, afirmou ao jornal O Globo.
Leite também confirmou que não pretende concorrer a nenhum cargo nas eleições deste ano, optando por concluir seu mandato de governador, que termina em 2026.
Na última segunda-feira, após o anúncio da escolha de Caiado como pré-candidato do PSD, Leite criticou a decisão, afirmando que ela “tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”. No entanto, em publicação nas redes sociais nesta terça-feira, o governador amenizou o tom e relatou ter conversado com Caiado. “Temos diferenças de visão e estilo, que trato com franqueza. Mas temos, também, muitas convergências. Além disso, tenho muito respeito por sua trajetória na vida pública”, escreveu.
O manifesto em favor da candidatura de Leite foi assinado por nomes como o ex-presidente do Cidadania, Roberto Freire, o ex-senador José Aníbal (PSDB-SP) e os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Pérsio Arida. O documento defende a existência de um caminho alternativo à polarização e convoca Leite a liderá-lo.
Setores da federação PSDB-Cidadania também tentaram filiar o governador para lançá-lo ao Planalto, mas Leite, que deixou o PSDB no ano passado devido ao esvaziamento do partido, optou por permanecer no PSD.
A decisão de concluir o mandato ocorre em meio a desafios para manter seu grupo político no comando do estado. O PL lançou o deputado Zucco como candidato ao governo do Rio Grande do Sul, enfraquecendo a base de apoio de Leite, que tenta emplacar Gabriel Souza (MDB) como seu sucessor.
A possível federação União Brasil-PP tende a apoiar Zucco, e o PP já confirmou aliança com o candidato do PL. O Republicanos também se juntou ao bloco, aumentando as dificuldades para o grupo de Leite.
Pela esquerda, Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) aparecem mais competitivos que o pré-candidato do MDB. Já para o Senado, Leite lidera pesquisas, mas enfrenta forte concorrência de nomes como Manuela D’Ávila (PSOL), Paulo Pimenta (PT), Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL).
Além de Leite e Caiado, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, era cotado como opção presidencial do PSD, mas decidiu concluir seu mandato estadual. Caiado, que tem melhor desempenho nas pesquisas e demonstra maior disposição para a disputa, deixou o governo de Goiás nesta terça-feira, passando o comando ao vice Daniel Vilela (MDB).
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