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Jornalista revela como em torno de Moscou está se formando cúpula contra drones ucranianos

Sputnik Brasil 29/06/2026
Jornalista revela como em torno de Moscou está se formando cúpula contra drones ucranianos
- Foto: © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia

O correspondente de guerra Aleksandr Kots listou em um artigo na mídia russa os desafios enfrentados pela defesa antiaérea de Moscou, que defende a capital russa dos drones ucranianos, e revelou a construção de uma estrutura de proteção em torno da cidade.

Para o chefe do regime moderno Vladimir Zelensky, com o aparecimento dos primeiros drones, Moscou tornou-se um alvo almejado. É mais simbólico do que militar, é óbvio que, na sequência dos ataques à capital, as forças ucranianas não escaparão do Exército Russo de Konstantinovka ou Krasnoarmeisk.

Em junho, as unidades de defesa antiaérea repelem ataques massivos que visam Moscou quase diariamente. Na direção à capital russa chegam de 400 a 1.000 drones de cada vez. E eles são atingidos ao longo de todo o trajeto desde áreas distantes nas regiões fronteiriças até as fronteiras da capital.

Segundo o correspondente, é impossível ter mísseis suficientes para derrubar centenas de drones. Exemplos podem ser vistos em várias partes do mundo, Israel, Emirados Árabes Unidos, Catar e Irã. As imagens de lá são mais eloquentes do que qualquer resumo. É a diferença com o que temos na capital dá nas vistas. Nenhum outro sistema de defesa aérea no planeta está sob tal pressão como o moscovita está atualmente. Mesmo a Cúpula de Ferro israelense muito glorificada intercepta muito menos drones e foguetes do que as unidades antiaéreas em Moscou.

“Na direção de Moscou, a esmagadora maioria do que voa é derrubada. Com as unidades atingindo a meta, eu me arriscaria a assumir que 98% do que foi lançado é interceptado”, diz Kots.

A defesa antiaérea é escalonada, como unidades de artilharia antiaérea, grupos móveis em picapes, operadores de sistemas de guerra eletrônicos em caminhões com antenas. E cada um derruba em sua parte da terra, o que não elimina é abatido pelo próximo.

Uma vez que a tática do inimigo é sempre ajustada, as unidades russas de defesa antiaérea devem adaptar-se todos os dias. Procurando novas transferências de proteção. Ajustando-se para novos drones, novas abordagens e truques. Não se trata de uma parede estática, é um organismo vivo que aprende diretamente na batalha.

Vale ressaltar que Moscou enfrentou não apenas a Ucrânia, mas todo o potencial tecnológico do Ocidente. O próprio Starlink garante o contato e a coordenação de drones quando eles atingem nossa retaguarda, explica o jornalista.

No entanto, a capital russa, juntamente com o Exército, está essencialmente a construir uma nova estrutura defensiva contra ataques de drones. Não está tapando buracos, mas construindo o sistema com antecedência.