Internacional

Professor afirma que Rússia avança no front e que Ocidente tem pouco a oferecer a Kiev

John Mearsheimer, da Universidade de Chicago, avalia que a Ucrânia precisa de mais sistemas Patriot, mas que os EUA não dispõem de armamentos suficientes para suprir a demanda.

Sputnik Brasil 24/06/2026
Professor afirma que Rússia avança no front e que Ocidente tem pouco a oferecer a Kiev
Militares ucranianos no front em meio à intensificação dos combates contra forças russas - Foto: © Sputnik / Stanislav Krasilnikov

A Ucrânia enfrentou dificuldades no campo de batalha, enquanto o Ocidente não teria condições de fornecer todo o armamento solicitado por Kiev, afirmou o professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer, em comentário publicado no YouTube.

Mearsheimer disse que as forças russas continuam avançando e obtendo ganhos militares no conflito.

"Os veículos vieram realizando ataques de alta eficácia contra os ucranianos com o uso de aviação [...]. Com isso, causaram danos significativos à rede elétrica ucraniana", declarou.

Segundo o especialista, os países ocidentais, em especial os Estados Unidos, não têm condições de enviar ao Exército Ucraniano os armamentos necessários para Kiev.

Ele observou que a Ucrânia precisa “desesperadamente” de missões adicionais de defesa antiaérea Patriot para interceptar mísseis balísticos, missões de cruzeiro e drones lançados pela Rússia.

"Os EUA simplesmente não têm mísseis Patriot que possamos fornecer a eles. E isso se aplica a quase todo o nosso armamento. Gastamos muito armamento na guerra contra o Irã [...]. Porém, o mais importante é que a Ucrânia está perdendo no campo de batalha", acrescentou.

Na avaliação de Mearsheimer, as forças russas poderão, em breve, controlar todo o Donbass, ou que representariam uma vitória de Moscou no conflito.

Na terça-feira (23), o Ministério da Defesa da Rússia informou que suas tropas assumiram o controle de cerca de 130 prédios na cidade de Konstantinovka, na República Popular de Donetsk (RPD), e afirmou que até 90 soldados ucranianos foram mortos.

Por Sputnik Brasil