Internacional
Trump diz que 'fará o possível' para que Rússia aceite acordo de paz
Americano conversou com Zelensky à margem do G7 na França
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16) que "fará todo o possível" para que a Rússia faça um acordo de cessar-fogo.
A declaração ocorreu à margem da cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, após o americano se reunir com seu homólogo da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
"Conversei agora com o presidente Zelensky e, no domingo (14), também falei com o presidente [da Rússia, Vladimir] Putin", confirmou Trump, acrescentando que a conversa com o ucraniano foi sobre "as mesmas coisas: eles continuam lutando e perdendo soldados".
"Algo assim não acontecia desde a Segunda Guerra Mundial. Eu já resolvi oito guerras, pensei que esta seria a mais fácil de encerrar, mas, infelizmente, os dois líderes não são compatíveis, não conseguem se encontrar", frisou o mandatário de Washington.
Após o anúncio do memorando de entendimento entre EUA e Irã, a guerra na Ucrânia ganhou destaque nos debates de hoje em Évian.
Na primeira sessão de trabalho do G7, com foco em "como construir a paz e a segurança para a Ucrânia e a Europa", o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, recebeu Zelensky, Trump e outros líderes, como a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.
De acordo com fontes diplomáticas italianas que participaram do debate, três elementos muito claros emergiram da sessão, a começar por um "G7 muito unido", com uma "mensagem de unidade do grupo em apoio a Zelensky".
Já o segundo ponto foi o "fortalecimento do suporte no setor energético e na área de defesa aérea" na Ucrânia, enquanto o terceiro se voltou a "continuar e, se possível, aumentar" a pressão sobre Moscou, que continua a "parecer relutante em sentar-se à mesa de negociações", como demonstram os "bombardeios de ontem".
Na madrugada de segunda-feira (15), em mais uma chuva de mísseis contra a Ucrânia, a Rússia destruiu parcialmente a Catedral da Dormição, igreja que integra o histórico Mosteiro das Cavernas de Kiev, complexo do cristianismo ortodoxo que é Patrimônio Mundial da Unesco.
Em retaliação, a Ucrânia atingiu uma refinaria de petróleo russo a "500 quilômetros de distância", conforme escreveu Zelensky no X ao reforçar que "as armas de longo alcance da Ucrânia são um componente importante da pressão" para que Moscou ponha fim ao conflito, que completou quatro anos em fevereiro.
Nesta terça, o Kremlin voltou a comentar a proposta do mandatário de Kiev sobre se reunir com Putin.
"Caso ele [o presidente ucraniano] esteja pronto para conversar de modo sério e responsável, ele poderá vir até Moscou para se encontrar com Putin", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela agência Ria Novosti.
Enquanto Zelensky participa como convidado da cúpula do G7 em Évian, Peskov garantiu que o presidente russo não recebeu "nenhum convite oficial" para comparecer ao evento.
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