Internacional
BCE aumenta juros pela 1ª vez desde 2023
Governo da Itália criticou aperto monetário: 'Não ajuda ninguém'
O Banco Central Europeu (BCE) elevou nesta quinta-feira (11) as taxas de juros na zona do euro em 0,25 ponto percentual, após uma sequência de sete reuniões com os índices inalterados.
Com isso, a taxa sobre depósitos sobe de 2% para 2,25%; a taxa de refinanciamento, de 2,15% para 2,40%; e a taxa sobre empréstimos marginais, de 2,40% para 2,65%.
A decisão era amplamente esperada por analistas depois do choque energético provocado pela guerra no Irã e representa o primeiro aperto monetário promovido pelo BCE desde setembro de 2023.
Além disso, a instituição reduziu as projeções de crescimento da economia na zona do euro em 2026 (de 0,9% para 0,8%) e 2027 (de 1,2% para 1,3%), embora tenha aumentado para 2028 (de 1,4% para 1,5%).
O BCE ainda estima 3% de inflação neste ano (contra 2,6% da previsão anterior) e de 2,3% no próximo (a última estimativa era de 2%).
"As perspectivas permanecem incertas, com riscos de alta para a inflação e riscos de baixa para o crescimento econômico", afirmou o Banco Central Europeu em comunicado.
No entanto a presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que o aumento dos juros não é uma "decisão drástica", mas "envia um sinal e é necessária devido à situação econômica" atual e à "incerteza e às perspectivas inflacionárias".
Já o governo da Itália criticou o aperto monetário.
"Nunca fui um apoiador do aumento das taxas de juros. Acho que é preciso facilitar o acesso ao crédito mesmo nos momentos de dificuldade. A alta não ajuda ninguém", disse o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores Antonio Tajani.
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