Internacional

2º turno das eleições municipais na Itália segue em andamento com baixa afluência

Urnas serão fechadas às 15h (horário local), quando a contagem dos votos será iniciada

Redação ANSA 08/06/2026
2º turno das eleições municipais na Itália segue em andamento com baixa afluência
Votação ocorre em seis capitais provinciais - Foto: ANSA

As urnas para o segundo turno das eleições municipais realizadas em seis capitais provinciais e 35 cidades da Itália permanecem abertas até às 15h (horário local) desta segunda-feira (8).

Ao todo, os cidadãos podem votar em 1.212 seções eleitorais, segundo dados disponíveis no site da Eligendo. Após o fechamento das urnas, terá início a apuração dos votos.

De acordo com o levantamento, a participação eleitoral em todo o país atingiu 39,79% até às 23h do último domingo (7), registrando uma queda significativa em relação ao primeiro turno, quando o índice havia sido de 46,56%.

A diferença representa uma redução de quase 7 pontos percentuais na adesão dos eleitores entre as duas etapas do pleito.

A disputa ocorre em 12 regiões do país e envolve cidades provinciais como Arezzo, Chieti, Lecco, Agrigento, Trani e Macerata. Em paralelo ao segundo turno, também decorre a primeira votação em 148 municípios da Sardenha.

Ao todo, 41 municípios com mais de 15 mil habitantes ainda precisam definir seus prefeitos. O segundo turno colocará à prova a capacidade dos candidatos de ampliar suas bases eleitorais e conquistar votos de eleitores independentes, grupos cívicos e forças de centro.

Um dos casos mais observados é o de Vigevano, onde os votos obtidos por candidatos ligados ao movimento do general Roberto Vannacci — que alcançaram mais de 14% no primeiro turno — podem ser decisivos para definir a disputa entre um candidato apoiado pelo campo progressista e outro respaldado pelo Força Itália e por uma lista cívica.

Em Agrigento, a disputa será entre Michele Sodano, apoiado pelo centro-esquerda, e Dino Alonge, representante de uma coalizão formada por Força Itália, Irmãos da Itália (FdI), UDC e grupos autonomistas. Sodano liderou o primeiro turno com 39,1% dos votos, contra 34,7% de Alonge. Os eleitores de Luigi Gentile, terceiro colocado com 14%, poderão ter papel decisivo, embora o candidato tenha descartado apoiar qualquer dos concorrentes.

Em Arezzo, Marcello Comanducci, da centro-direita, enfrenta Vincenzo Ceccarelli, do centro-esquerda. Ceccarelli tenta reduzir uma desvantagem superior a 11 pontos percentuais, enquanto os votos do candidato cívico Marco Donati, que conquistou mais de 20% dos votos no primeiro turno e não declarou apoio a nenhum dos finalistas, permanecem como fator de incerteza.

Já em Chieti, Giovanni Legnini, do centro-esquerda, chega ao segundo turno com ampla vantagem após obter 47,2% dos votos. Seu adversário, Cristiano Sicari, recebeu 27,47%, mas ampliou sua base de apoio ao firmar acordos com outras forças de centro-direita e listas centristas que ficaram fora da disputa.

Em Lecco, o atual prefeito Mauro Gattinoni, de centro-esquerda, busca a reeleição após alcançar 42,53% dos votos no primeiro turno. Ele enfrentará Filippo Boscagli, candidato da centro-direita que liderou a votação inicial com 48,65%.

A disputa também promete equilíbrio em Macerata, onde o prefeito Sandro Parcaroli, da centro-direita, ficou muito próximo da vitória no primeiro turno ao obter 49,96% dos votos. Seu adversário, Gianluca Tittarelli, do centro-esquerda, tenta ampliar seu eleitorado por meio de acordos com grupos moderados e católicos.

Em Trani, Marco Galiano, apoiado pelo Partido Democrático, enfrentará Angelo Guarriello, candidato da centro-direita.

Galiano liderou o primeiro turno com 40,69% dos votos, enquanto Guarriello obteve 30,32%. Nenhum dos dois candidatos recebeu novos apoios formais para a fase decisiva da disputa.