Internacional
2º turno de eleições municipais na Itália começa com baixa afluência
País europeu volta às urnas neste domingo (7) e na segunda-feira (8)
A Itália realiza neste domingo (7) e na segunda-feira (8) o segundo turno das eleições municipais em seis capitais provinciais e em diversas cidades da ilha da Sardenha, em um processo visto como um novo teste político para a coalizão liderada pela primeira-ministra Giorgia Meloni e para os partidos da oposição.
A disputa ocorre em 12 regiões do país e envolve cidades provinciais como Arezzo, Chieti, Lecco, Agrigento, Trani e Macerata. Em paralelo ao segundo turno, também decorre a primeira votação em 148 municípios da Sardenha.
As seções eleitorais funcionam das 7h às 23h (hora local) neste domingo e reabrem na segunda-feira das 7h às 15h, quando terá início a apuração dos votos.
Até ao meio-dia deste domingo, a participação no segundo turno era de 13,55%, abaixo dos 15,52% registrados no primeiro turno no mesmo horário, o que representa uma queda de quase dois pontos percentuais.
Ao todo, 41 municípios com mais de 15 mil habitantes ainda precisam definir seus prefeitos. O segundo turno colocará à prova a capacidade dos candidatos de ampliar suas bases eleitorais e conquistar votos de eleitores independentes, grupos cívicos e forças de centro.
Um dos casos mais observados é o de Vigevano, onde os votos obtidos por candidatos ligados ao movimento do general Roberto Vannacci — que alcançaram mais de 14% no primeiro turno — podem ser decisivos para definir a disputa entre um candidato apoiado pelo campo progressista e outro respaldado pelo Força Itália e por uma lista cívica.
Em Agrigento, a disputa será entre Michele Sodano, apoiado pelo centro-esquerda, e Dino Alonge, representante de uma coalizão formada por Força Itália, Irmãos da Itália (FdI), UDC e grupos autonomistas. Sodano liderou o primeiro turno com 39,1% dos votos, contra 34,7% de Alonge. Os eleitores de Luigi Gentile, terceiro colocado com 14%, poderão ter papel decisivo, embora o candidato tenha descartado apoiar qualquer dos concorrentes.
Em Arezzo, Marcello Comanducci, da centro-direita, enfrenta Vincenzo Ceccarelli, do centro-esquerda. Ceccarelli tenta reduzir uma desvantagem superior a 11 pontos percentuais, enquanto os votos do candidato cívico Marco Donati, que conquistou mais de 20% dos votos no primeiro turno e não declarou apoio a nenhum dos finalistas, permanecem como fator de incerteza.
Já em Chieti, Giovanni Legnini, do centro-esquerda, chega ao segundo turno com ampla vantagem após obter 47,2% dos votos. Seu adversário, Cristiano Sicari, recebeu 27,47%, mas ampliou sua base de apoio ao firmar acordos com outras forças de centro-direita e listas centristas que ficaram fora da disputa.
Em Lecco, o atual prefeito Mauro Gattinoni, de centro-esquerda, busca a reeleição após alcançar 42,53% dos votos no primeiro turno. Ele enfrentará Filippo Boscagli, candidato da centro-direita que liderou a votação inicial com 48,65%.
A disputa também promete equilíbrio em Macerata, onde o prefeito Sandro Parcaroli, da centro-direita, ficou muito próximo da vitória no primeiro turno ao obter 49,96% dos votos. Seu adversário, Gianluca Tittarelli, do centro-esquerda, tenta ampliar seu eleitorado por meio de acordos com grupos moderados e católicos.
Em Trani, Marco Galiano, apoiado pelo Partido Democrático, enfrentará Angelo Guarriello, candidato da centro-direita. Galiano liderou o primeiro turno com 40,69% dos votos, enquanto Guarriello obteve 30,32%. Nenhum dos dois candidatos recebeu novos apoios formais para a fase decisiva da disputa.
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