Internacional
Terremoto atinge sul da Itália e reacende temor em área de supervulcão
Até o momento, não há relatos sobre danos e vítimas; escolas foram fechadas
Um terremoto de magnitude 4,4 na escala Richter atingiu a cidade de Nápoles, no sul da Itália, às 5h51 da manhã (horário local) desta quinta-feira (21), provocando pânico entre moradores e reacendendo preocupações sobre a intensa atividade sísmica nos Campi Flegrei, área que abriga um supervulcão subterrâneo.
Segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), o tremor ocorreu a cerca de 3 quilômetros de profundidade e foi sentido com clareza em Nápoles, nas cidades vizinhas dos Campi Flegrei e também na parte oeste da ilha.
Este é considerado um dos abalos mais fortes desde o ressurgimento do fenômeno do bradissismo na região — processo caracterizado pela elevação gradual do solo devido ao acúmulo de gás e magma nas profundezas.
A intensidade e a duração do terremoto lembraram o abalo registrado em 30 de junho do ano passado, de magnitude 4,6, o mais forte dos últimos 40 anos na área.
Nas redes sociais, moradores relataram terem sido despertados abruptamente pelo barulho de lustres balançando, móveis tremendo e rangidos nas estruturas das residências.
Até o momento, não há registro de vítimas ou danos estruturais graves, embora equipes técnicas estejam realizando inspeções em diversas áreas afetadas.
O prefeito de Bacoli, cidade localizada na região dos Campi Flegrei, Josi Della Ragione, anunciou o fechamento preventivo das escolas públicas e privadas do município.
"Foi forte. Acabamos de sentir um tremor forte na nossa região. Ordenei o fechamento de todas as escolas públicas e privadas em Bacoli. Todos os prédios escolares serão inspecionados. Estamos nas ruas para avaliar os danos", afirmou ele em suas redes sociais.
O prefeito de Nápoles, Michele di Bari, convocou uma reunião emergencial do Centro de Coordenação de Resgate para avaliar os impactos do terremoto. Participaram do encontro representantes da Defesa Civil, prefeitos da região metropolitana, técnicos do INGV, autoridades da saúde e responsáveis pela infraestrutura regional.
Os prefeitos dos municípios dos Campi Flegrei ativaram os Centros de Controle de Incidentes (COCs) e anunciaram decretos para o fechamento temporário de escolas, enquanto aguardam inspeções técnicas nos edifícios. Em Nápoles, a medida vale especialmente para instituições localizadas na chamada "Zona Vermelha", considerada área de maior risco vulcânico.
Há relatos de pequenos desabamentos no arco do Belvedere di Baia, próximo aos penhascos de Bacoli, entre Punta Epitaffio e Pennata, além da queda de reboco em fachadas de residências particulares.
Técnicos da cidade metropolitana e da região da Campânia realizam vistorias em escolas e outros prédios públicos. As autoridades monitoram possíveis picos de emissão de dióxido de carbono na área de Solfatara-Pisciarelli, uma das zonas mais sensíveis da caldeira vulcânica.
O sistema de transporte também sofreu impactos. A linha ferroviária metropolitana L2, entre Villa Literno e Nápoles, chegou a ser suspensa para inspeções, mas foi parcialmente reaberta.
Já o trecho entre Giugliano e Villa Literno permanece fechado, enquanto as linhas Cumana e Circumflegrea seguem interrompidas para verificações de segurança.
O Parque Arqueológico de Pozzuoli foi fechado preventivamente. A agência rodoviária italiana Anas também iniciou inspeções em rodovias e viadutos da região, incluindo as estradas estaduais Domitiana, Asse Mediano e Vesuvio. Segundo as autoridades, o tráfego permanece normal.
Os Campi Flegrei, cujo nome significa "campos ardentes" em grego antigo, formam uma vasta caldeira vulcânica composta por diversas crateras espalhadas pela região oeste de Nápoles.
Diferentemente do vizinho Vesúvio, o sistema vulcânico não possui um cone principal, sendo considerado uma das áreas geológicas mais monitoradas do mundo devido ao seu potencial eruptivo.
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