Internacional
Dois últimos corpos de italianos mortos em mergulho são recuperados nas Maldivas
Autoridades de Roma abriram investigação para apurar tragédia com 5 vítimas
Os dois últimos corpos de um grupo de cinco italianos que morreram enquanto praticavam mergulho em uma caverna, a cerca de 60 metros de profundidade nas Maldivas, na semana passada, foram recuperados nesta quarta-feira (20).
Segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores da Itália, os corpos retirados do local nesta quarta foram os de Giorgia Sommacal, filha da mergulhadora Monica Montefalcone, e da pesquisadora Muriel Oddenino.
Na terça-feira (19), as autoridades das Maldivas e uma equipe internacional de mergulhadores experientes já haviam recuperado outros dois corpos — os de Montefalcone e do biólogo marinho Federico Gualtieri — em uma operação complexa realizada no Atol Vaavu.
A quinta vítima, o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, teve o corpo recuperado ainda na quinta-feira passada (14), dia da tragédia.
Os quatro últimos corpos estavam desaparecidos e só foram localizados após três mergulhadores finlandeses especializados em cavernas — Sami Paakkarinen, Jenni Westerlund e Patrik Grönqvist, da associação Divers Alert Network (DAN) — se juntarem à operação de resgate.
As buscas também foram marcadas pela morte de um mergulhador das Forças de Defesa Nacional das Maldivas, que morreu no sábado (16) em decorrência de complicações relacionadas à descompressão.
A DAN Europe descreveu a operação de recuperação dos corpos como "tecnicamente exigente, emocionalmente intensa e operacionalmente complexa".
Quatro das vítimas tinham ligação com a Universidade de Gênova: Montefalcone era professora de ecologia; Sommacal, estudante de engenharia biomédica; Oddenino, pesquisadora do Departamento de Ciências da Terra, do Meio Ambiente e da Vida; e Gualtieri havia concluído recentemente um mestrado em biologia marinha e ecologia.
Uma das questões levantadas após o desastre é se todos os integrantes do grupo possuíam as autorizações necessárias para realizar um mergulho naquela profundidade e naquela área, conhecida por ter uma "caverna de tubarões".
Um porta-voz do governo afirmou que "talvez nem todas as permissões fossem válidas".
Por sua vez, a Universidade de Gênova declarou que o mergulho não fazia parte de uma missão de pesquisa autorizada pela instituição e que a atividade foi realizada em caráter pessoal. O Ministério Público de Roma abriu uma investigação para apurar o caso.
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