Internacional
Ancelotti diz que convocação de Neymar para Copa depende de físico, não de emoção
Técnico italiano anunciará lista oficial para Mundial na próxima segunda (18)
O técnico Carlo Ancelotti afirmou na última terça-feira (12) que uma eventual convocação do atacante Neymar para a Copa do Mundo de 2026 será definida com base em critérios técnicos e físicos, sem influência de pressão externa ou do histórico do jogador com a seleção brasileira.
A decisão sobre incluir ou deixar de fora o camisa 10, maior artilheiro da história da seleção, tornou-se o principal dilema do italiano às vésperas do Mundial, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Aos 34 anos, o atacante vive um período de incertezas após uma sequência de lesões e um retorno abaixo do esperado ao Santos. A lista oficial para o Mundial será divulgada na próxima segunda-feira (18).
Em entrevista exclusiva à Reuters na sede da Confederação Brasileira de Futebol, no Rio de Janeiro, Ancelotti admitiu que a decisão está longe de ser simples.
"Quando você precisa escolher, precisa levar muitos fatores em consideração. Neymar é um jogador importante para este país pelo talento que sempre demonstrou. Mas ele teve problemas, está se recuperando e trabalhando duro para voltar", afirmou Ancelotti.
O treinador destacou que o atacante apresentou evolução física recente, mas ponderou que a análise vai além do aspecto técnico.
"Ele melhorou bastante nos últimos jogos, está atuando regularmente. Não é uma decisão fácil. Precisamos pesar cuidadosamente os prós e os contras", completou.
A convocação ganhou ainda mais peso após manifestações públicas de jogadores da seleção em defesa da presença de Neymar no grupo. Ancelotti, no entanto, garantiu ter autonomia total para definir a lista final.
"Não sofri pressão de ninguém para convocar o Neymar. Tenho total autonomia. A decisão será 100% profissional. Levarei em consideração apenas o seu desempenho como jogador de futebol. Nada mais."
Apesar disso, o italiano reconheceu o impacto emocional que a presença — ou ausência — do craque provoca no ambiente da equipe e entre os torcedores.
"Neymar é muito querido não apenas pelo povo brasileiro, mas também pelos jogadores. Se eu convocá-lo, não será como jogar uma bomba dentro do vestiário. Ele é muito amado", disse.
O principal ponto de análise, segundo o treinador, é a adaptação do atacante ao modelo de jogo que pretende implementar na seleção. O técnico quer uma equipe de alta intensidade, com atacantes capazes de pressionar a saída de bola adversária e recompor defensivamente — exigências que levantam dúvidas sobre a condição física do camisa 10.
Ainda assim, Ancelotti sinalizou que viu progresso nas últimas atuações do jogador: "Ele melhorou muito sua forma física nas últimas partidas. Ele tem jogado algumas partidas muito boas ultimamente. Seu condicionamento físico melhorou. Ele consegue manter uma alta intensidade durante uma partida. Mas há jogos e jogos...".
Considerado o maior vencedor da Champions League, com cinco títulos, e único treinador a conquistar as cinco principais ligas europeias, Ancelotti acumula passagens triunfais por gigantes como Milan, Real Madrid, Chelsea, PSG e Bayern de Munique.
"Posso montar um time perfeito? Impossível", concluiu o treinador. "Mas posso montar um time com menos erros do que outros que tentariam. Disso eu tenho certeza".
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