Internacional
Itália respeitará decisão da Bienal de Arte de Veneza sobre participação russa
Mas governo tem opinião contrária, afirmou ministro da Cultura
O ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, ressaltou a "força da excelência" do país ao inaugurar o Pavilhão italiano na 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza nesta quarta-feira (10).
Ao mesmo tempo, ele afirmou que o governo irá respeitar a decisão da organização do evento em manter a participação russa nesta edição.
"A arte é uma das melhores expressões da identidade plural de um povo: ela é livre quando o governo que lhe permite expressar também o é. A Itália pertence ao mundo livre e tem o prazer de promover qualquer forma de arte, inclusive a arte dissidente", disse Giuli.
O estande da Rússia "será aberto, contrariamente à opinião da administração de Roma, que represento, devido à escolha livre e autônoma da Bienal de Veneza, que somos obrigados a respeitar", explicou o ministro, que exaltou a potencialidade da arte italiana.
"Mais uma vez, a Itália poderá expressar na Bienal, através de seu próprio pavilhão, uma excelência artística de grande força e qualidade", falou Giuli, citando dois nomes nacionais importantes que estarão presentes na 61ª edição: a curadora Cecilia Canziani e a artista emergente Chiara Camoni.
A Bienal de Arte de Veneza 2026 ocorrerá entre 9 de maio e 22 de novembro.
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