Internacional
Advogado nega prisão de aliado de Maduro na Venezuela: 'Está em casa'
Alex Saab teria sido detido em operação conjunta com os EUA
O ex-ministro da Indústria da Venezuela Alex Saab, considerado "testa de ferro" do presidente deposto Nicolás Maduro, não foi preso e permanece em sua residência, em Caracas, assegurou seu advogado, Luigi Giuliano, na noite da última quarta-feira (4).
A declaração desmente as notícias divulgadas pela mídia internacional sobre uma suposta detenção do empresário colombiano em uma operação conjunta da Venezuela com os Estados Unidos.
Em declarações ao site venezuelano Tal Cual, Giuliano classificou as informações como "falsas" e "inventadas". "Ele está em casa, está bem e não há mandado de prisão nem qualquer comunicação contra ele", afirmou o advogado, acrescentando que manteve contato direto com o cliente ao longo de todo o dia.
Segundo Giuliano, Saab ficou "muito surpreso" com as reportagens e questionou as supostas confirmações atribuídas a fontes norte-americanas. Além disso, reiterou que seu cliente "não tem problemas com os Estados Unidos" e está protegido por um indulto.
Por fim, o advogado anunciou a possibilidade de Saab se pronunciar publicamente para desmentir pessoalmente os rumores.
A aparição poderá ocorrer nesta quinta-feira (5), após consultas com as autoridades e "por respeito às instituições".
Como parte da estratégia de defesa, Giuliano citou ainda a presença pública da esposa de Saab, Camilla Fabri, em um evento oficial no Aeroporto Internacional de Maiquetía, como indício de normalidade e ausência de medidas judiciais contra a família.
Nascido na Colômbia, Saab passou a estreitar laços com o governo venezuelano nos últimos anos do mandato de Hugo Chávez. Desde então, ele ficou encarregado de administrar uma vasta rede de importações para o governo de Maduro por meio do programa estatal conhecido como CLAP, alvo de diversas denúncias de corrupção.
Em 2020, foi preso em Cabo Verde e extraditado para os Estados Unidos em outubro de 2021, sob a acusação de lavar recursos obtidos ilegalmente na Venezuela. No entanto, o governo de Maduro classificou a detenção como um "sequestro". Saab só foi libertado em 2023, após um acordo entre os governos.
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