Internacional
Meloni diz não acreditar em ação militar de Trump para tomar Groenlândia
Segundo premiê, EUA querem apenas 'ressaltar importância' da ilha
A premiê da Itália, Giorgia Meloni, disse nesta sexta-feira (9) que não acredita na hipótese de uma ação militar dos Estados Unidos na Groenlândia e que o governo de Donald Trump está apenas mostrando a "importância estratégica" da ilha para a segurança americana.
O mandatário republicano tem feito repetidas ameaças de anexar a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca e rico em minérios, para coibir um suposto avanço de China e Rússia no Ártico.
O tema voltou à baila após a deposição de Nicolás Maduro na Venezuela e tem preocupado os países da Europa, já que a Dinamarca é membro da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
"Eu não acredito na hipótese de os Estados Unidos iniciarem uma ação militar na Groenlândia, com a qual eu não concordaria e que não seria do interesse de ninguém", disse Meloni em uma coletiva de imprensa em Roma.
"A possibilidade de uma intervenção para assumir o controle da Groenlândia foi descartada por Rubio [secretário de Estado dos EUA] e pelo próprio Trump. Acredito que o governo Trump, com seus métodos bastante assertivos, está chamando a atenção para a importância estratégica da Groenlândia para seus interesses e segurança. É uma região onde muitos atores estrangeiros atuam, e acredito que a mensagem dos EUA é que não aceitarão interferência excessiva de atores estrangeiros", salientou a primeira-ministra.
Meloni é uma das signatárias de uma carta conjunta de líderes europeus que ressalta que cabe apenas à Dinamarca e à Groenlândia "decidir sobre assuntos que dizem respeito" à ilha, além de defender a "soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras".
O documento também é assinado pela premiê dinamarquesa, Mette Frederiksen, pelo presidente da França, Emmanuel Macron, pelo chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e pelos primeiros-ministros do Reino Unido, Keir Starmer, da Espanha, Pedro Sánchez, e da Polônia, Donald Tusk.
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