Internacional
Zelensky cobra ajuda do ocidente após bombardeio massivo da Rússia contra Kiev
Pedido do presidente ucraniano veio horas depois de um ataque em larga escala contra a capital, em um momento em que autoridades europeias discutem formas de financiar resistência militar do país
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltou a pedir ajuda de seus aliados ocidentais e cobrou o envio de mais sistemas de defesa antiaérea ao país, nesta quinta-feira, horas após a Rússia lançar o maior ataque aéreo contra a capital ucraniana em semanas — e enquanto líderes europeus discutem formas de financiar um novo pacote de auxílio a Kiev. Dezessete pessoas ficaram feridas com o bombardeio, 13 na capital e quatro nos arredores.
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"Este terror prossegue dia e noite [, mas] é possível acabar com isso com a unidade global", escreveu Zelensky em uma mensagem compartilhada pelo Telegram. "A Ucrânia precisa desta proteção agora. De Kiev a Kharkiv, de Sumy a Kherson, de Odessa à região de Donetsk. É completamente possível se os nossos aliados demonstrarem vontade política suficiente".
De acordo com o Exército ucraniano, a Rússia disparou 31 mísseis contra Kiev e cidades do entorno. O arsenal utilizado incluiu dois mísseis balísticos Iskander e 29 mísseis de cruzeiro. Todos foram abatidos, segundo os militares ucranianos, embora não tenha evitado totalmente os danos colaterais. Em um vídeo publicado por Zelensky, é possível ver janelas de prédios residenciais destruídas e destroços espalhados pelas ruas, enquanto bombeiros intervém em um incêndio.
O bombardeio russo foi o primeiro em larga escala contra Kiev desde o início de fevereiro. Ele vem uma semana após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometer retaliação às ações cada vez mais ousadas dos ucranianos contra suas fronteiras, sobretudo na região de Belgorod. Na semana passada, Putin afirmou que os ataques "não passariam impunes".
Em Belgorod, um bombardeio nesta quinta deixou cinco feridos nesta quinta. De acordo com o governador regional, Viechslav Gladkov, mais de 30 apartamentos e seis edifícios residenciais foram danificados. Em solo, o serviço federal de segurança russo (FSB) prendeu um cidadão que supostamente preparava “atos terroristas contra o exército”. Segundo a mídia estatal, o homem faria parte do Corpo de Voluntários Russos, uma milícia pró-ucraniana que afirmou organizar as incursões em território inimigo.
Os desdobramentos no solo e o pedido de ajuda de Zelensky ocorrem no mesmo dia em que líderes europeus estão reunidos em Bruxelas para discutir como armar melhor a Ucrânia e, ao mesmo tempo, como fortalecer a própria defesa do bloco. A reunião deve durar dois dias e tem como uma das pautas centrais o uso de ativos russos congelados em contas no exterior em prol da Ucrânia.
Além da "frente europeia", os esforços das autoridades ucranianas também se voltam para a América. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitro Kuleba, pediu ao Congresso dos Estados Unidos que "salve vidas", liberando US$ 60 bilhões (R$ 297,3 bilhões) em ajuda a Kiev, bloqueada durante meses por disputas políticas entre democratas e republicanos. (Com AFP)
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