Internacional
Nova York: setembro mais chuvoso em 140 anos leva à decreto de emergência por enchentes
Linhas de metrô foram fechadas e equipes de resgate foram colocadas em alerta para resgatar eventuais pessoas ilhadas
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, decretou estado de emergência nesta sexta-feira, enquanto a cidade mais famosa dos Estados Unidos e condados adjacentes são golpeados por fortes chuvas que provocaram enchentes relâmpago que alagaram ruas inteiras, incluindo em Manhattan. Linhas de metrô foram fechadas e equipes de resgate foram colocadas em alerta para resgatar eventuais vítimas que possam ficar ilhadas pela subida do nível da água.
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A chuva de sexta-feira seguiu-se a dias de chuva no início da semana, tornando este o segundo setembro mais chuvoso da história da cidade de Nova York, de acordo com estatísticas do Serviço Meteorológico Naciona — o maior em mais de 140 anos.
O Serviço Meteorológico dos EUA emitiu um alerta de enchente repentina para Manhattan, Brooklyn e Queens. Alertas adicionais estavam em vigor para o Bronx, Staten Island e Jersey, acrescentando o alerta adicional sobre o risco de enchentes repentinas em rodovias, ruas e passagens subterrâneas.
"É fundamental que todos os nova-iorquinos tomem todas as precauções necessárias e evitem estradas inundadas, que são alguns dos locais mais perigosos durante as cheias repentinas", disse Hochul em um comunicado.
A governadora pediu aos nova-iorquinos que ficassem em casa se pudessem e disse que as autoridades estaduais estavam preparando equipes de resgate de inundações nos condados de Nassau e Westchester, no caso de inundações repentinas nos subúrbios.
O prefeito Eric Adams apareceu diante do público em uma coletiva de imprensa com Hochul. Ele disse que estava decretando estado de emergência para a cidade de Nova York e alertou os cidadãos a tomarem “extrema cautela” e “se abrigarem no local”.
Fotos e vídeos mostram os estragos provocados pela chuva. Estações de metrô lotadas e carros passando por estradas inundadas e cobertas por centímetros de chuva em partes do Queens e do Brooklyn, enquanto as ruas transbordavam e as calçadas ficavam submersas.
As fortes chuvas podem ser mortais para as pessoas que vivem em dezenas de milhares de apartamentos subterrâneos em toda a cidade. Muitos dos apartamentos, que são frequentemente alugados a imigrantes ou outras pessoas desesperadas por um lugar acessível para viver, não podem ser alugados legalmente e não têm meios de fuga adequados caso a água entre.
Em 2021, as enchentes remanescentes do furacão Ida mataram 11 pessoas que viviam em casas subterrâneas. A cidade sabe há muito tempo sobre os perigos da vasta rede de casas subterrâneas e procurou legalizá-las para que pudessem obedecer a padrões de segurança mais elevados. Mas até agora, eles não conseguiram fazê-lo.
Na França, calor bate recorde
Enquanto na Costa Leste dos EUA o volume de chuva bate recorde, a Europa passa por um calor escaldante do outro lado do Atlântico. A agência de meteorologia da França anunciou que o país teve o mês de setembro mais quente desde que se tem registro.
"Setembro de 2023 é o setembro mais quente nunca registrado na França metropolitana, com uma temperatura média muito acima do normal", detalhou a agência.
De acordo com a climatologista Christine Berne, o mês terá uma temperatura média de 21,5°C, mais de 3°C acima da média. O recorde supera os picos de 1949 e 1961, segundo os registros dos arquivos nacionais, que remontam até 1900.
— As alterações climáticas favorecem um prolongamento das ondas de calor até a primavera [do Hemisfério Norte] e até ao mês de setembro, mesmo no início de outubro — disse Christine, citando as projeções da ONU.
(Com The New York Times e AFP)
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