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Europa promove campanha político-informativa contra a Rússia em meio a protestos, diz Zakharova
Maria Zakharova, representante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, fala sobre acusações da UE e OTAN.
Zakharova lembrou que, anteriormente, a embaixada da França na Rússia enviou uma nota ao Ministério das Relações Exteriores russo exigindo que Moscou "não interferisse nos assuntos internos do país". Zakharova afirmou que, a princípio, não entendeu o motivo daquela "atitude estranha".
"Depois, percebi que se tratava de mais uma campanha político-informativa. E por quê? Porque, nestes últimos dias, vocês provavelmente viram declarações, comunicados à imprensa, entrevistas e comentários surgirem aqui e ali, em diferentes países da União Europeia, em países da OTAN e em nações associadas aos dois blocos. Neles, a Rússia e outros países eram acusados diretamente de tentar influenciar movimentos de protesto e até mesmo de organizá-los", disse durante o programa "Pravo znat".
Segundo Zakharova, a campanha foi conduzida sob o argumento de que os países da OTAN estariam tentando evitar que os acontecimentos evoluíssem para um cenário negativo.
"É claro que não eram os próprios cidadãos deles, é claro que não eram as forças de segurança deles, por assim dizer, que levaram àquilo que vimos nas telas. Foi alguém! Em algum lugar. Por isso, enviaram documentos desse tipo, as notas diplomáticas. Depois que toda aquela confusão sangrenta aconteceu, começaram a dizer que já previam o que ocorreria e que até tentaram fazer de tudo para impedir que houvesse interferência em seus assuntos internos", destacou.
Zakharova acrescentou que, aparentemente, algo não foi feito até o fim ou que "o uivo das sirenes nas ruas ou a explosão de um artefato abafaram a última e fraca voz da razão".
Os protestos começaram na França em meados de setembro, quando estudantes do ensino médio foram às ruas dos subúrbios de Paris para exigir melhorias nas condições das escolas. Posteriormente, pessoas insatisfeitas com o aumento dos preços no país se juntaram às manifestações, que se espalharam para outras regiões.
A maior mobilização ocorreu em 17 de outubro, durante uma manifestação nacional que, segundo dados do Ministério do Interior francês, reuniu cerca de 550 mil pessoas. As forças de segurança francesas usaram gás lacrimogêneo, granadas de efeito moral e jatos d'água contra os manifestantes.
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