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Cautela externa e doméstica pressionam Ibovespa

Apenas 5 ações sobem entre 76 do índice

Estadao Conteudo 22/10/2026
Cautela externa e doméstica pressionam Ibovespa
Ibovespa - Foto: Depositphotos

A aversão ao risco no exterior, somada à indefinição eleitoral no Brasil, empurra o Ibovespa para baixo na sessão desta quinta-feira. Lá fora, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã impulsiona o petróleo, com o Brent atingindo máxima de US$ 112,68 o barril, influenciando pontualmente as ações do setor nesta manhã.

Após alta, os papéis da estatal passaram a cair com força, diante da disputa apertada pela Presidência da República, no segundo turno, no domingo, conforme apontam as pesquisas. Além disso, o recuo de 1,62% do minério de ferro em Dalian reforça o quadro cauteloso.

A falta de planos fiscais concretos dos candidatos também mantém o ambiente parcimonioso, devido ao aumento das preocupações com o rumo das contas públicas do País nos próximos anos. Hoje, o destaque da agenda é a arrecadação federal de setembro, além do balanço do Bradesco, que será divulgado após o fechamento dos mercados. No exterior, a pressão negativa também vem do recuo das ações da Tesla, Meta e IBM, após a divulgação de balanços na véspera.

O movimento, segundo Matheus Spiess, da Empiricus Research, reflete uma combinação de ansiedade doméstica, em meio à proximidade do segundo turno da eleição presidencial, com o exterior pressionado. Conforme ele, a ausência de dados dos Estados Unidos e de declarações de autoridades monetárias, dado o período de silêncio do Federal Reserve (Fed), deixa os mercados sem vetores. "Questões geopolíticas acabam ganhando mais relevância e, no Brasil, temos o aditivo do período eleitoral", afirma.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,86%, aos 206.495,23 pontos, após a pesquisa Quaest mostrar uma disputa eleitoral mais acirrada. Hoje, foram divulgados os levantamentos Indexa/Broadcast e PoderData/Aya.

"O mercado acompanha o exterior e há cautela em relação às últimas pesquisas eleitorais, com menor distanciamento entre os candidatos", reforça Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos.

De acordo com a pesquisa Indexa/Broadcast, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 45,2% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 44,1% em uma simulação estimulada de segundo turno. Na comparação com a rodada anterior, o senador oscilou 1,6 ponto porcentual para cima nos votos totais, passando de 43,6%, enquanto o presidente Lula subiu 2 pontos porcentuais, indo de 42,1% para 44,1%.

A pesquisa PoderData/Aya mostra que o senador mantém 49% das intenções de voto totais no segundo turno, enquanto Lula subiu de 46% para 48%.

Após abrir aos 206.492,22 pontos, o Ibovespa renovou máxima em 206.493,11 pontos e mínima a 203.361,78 pontos (-1,52%).

Às 11h42, cedia 1,44%, em 203.513,73 pontos. De 76 ações, apenas cinco apresentavam alta.