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Irã atinge 7 navios e ameaça EUA no Oriente, enquanto Rússia ataca refinaria da Ucrânia
Escalada de tensões em duas frentes impacta regiões estratégicas
Veículos de imprensa do Irã afirmam que sete petroleiros foram incendiados, atingidos por ataques ou danificados no Estreito de Ormuz na madrugada desta quinta-feira. Se confirmado, este seria o maior número de embarcações afetadas em um único dia desde o início da guerra contra os EUA, em fevereiro. A escalada no Oriente Médio ocorre em paralelo a uma nova troca de ataques entre Rússia e Ucrânia no Leste Europeu, que atingiu infraestruturas de energia em zonas industriais, segundo a Reuters.
A TV estatal do Irã informou que os sete petroleiros foram incendiados ou danificados após baterem em minas navais durante a madrugada de quinta-feira. Este dado foi atribuído a um comunicado da força naval da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Quatro dos navios teriam sido atingidos enquanto transferiam petróleo e pegaram fogo. Outros três teriam ficado danificados e imobilizados após atingirem minas. O relato não trouxe detalhes sobre vítimas nem sobre as bandeiras dos petroleiros.
A IRGC também alertou que pode atacar bases dos Estados Unidos na região, caso Washington tente permitir que petroleiros transitem por outras partes do estreito.
Em outra frente no Oriente Médio, o Ministério da Defesa do Iêmen declarou nesta quinta-feira que manifestações e programas de mobilização dos houthis passarão a ser considerados alvos militares legítimos. O comunicado advertiu os moradores em áreas controladas pelo grupo - apoiado pelo Irã - a não participarem. Esta declaração, publicada em redes sociais, representa uma escalada relevante por envolver civis que vivem sob controle houthi.
Comícios e os que os houthis chamam de "cursos culturais" são ferramentas centrais de mobilização de apoiadores e combatentes. A nota do Ministério da Defesa iemenita alegou que esses eventos seriam utilizados para recrutar crianças para combate. Contudo, ataques deliberados contra civis podem configurar crime de guerra.
No Leste Europeu, uma testemunha afirmou à Reuters que mísseis alvejaram Kiev no início da madrugada, enquanto a Ucrânia disparava centenas de drones contra Moscou, apesar das tentativas dos EUA de dar fim à guerra.
Segundo a agência, os ataques russos feriram 15 pessoas e danificaram a infraestrutura de metrô na capital ucraniana durante a madrugada, horas após outro ataque na cidade que feriu seis pessoas. Em Kharkiv, a ofensiva russa matou uma pessoa e feriu outras quatro, enquanto na região de Kremenchuk, em Poltava, um drone russo atingiu infraestrutura de energia. Kremenchuk, próxima ao rio Dnipro, é uma grande zona industrial e abriga uma das maiores refinarias de petróleo da Ucrânia.
Na Rússia, conforme a Reuters, duas pessoas foram feridas em Moscou. Em Lipetsk, onde se localiza a maior fábrica siderúrgica russa, um homem foi ferido após drones atingirem um complexo de apartamentos e uma unidade de saúde.
*Com informações da Associated Press
Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
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