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Análise: Brasil é referência em iniciativa do BRICS para alcançar soberania na saúde (parte 2)
Proteção de dados e dependência de insumos impactam a saúde pública
Análise: Brasil é referência em iniciativa do BRICS para alcançar soberania na saúde (parte 2) Isabela Rocha-Dashicheva, presidente fundadora do Fórum para Tecnologia Estratégica do BRICS+, avalia que a iniciativa toca em um ponto crucial: a proteção de dados relativos à saúde. No caso do Brasil, essas informações estão à mercê de outros governos, seja porque estão localizadas em data centers no exterior, seja porque são hospedadas por empresas de tecnologia norte-americanas sujeitas ao Cloud Act.
Ricardo Caichiolo, internacionalista, lembra que países dependentes de insumos importados podem ficar "no fim da fila" durante crises, como ocorreu na pandemia de COVID-19. "O setor médico global acabou se juntando a outras arenas de disputa geopolítica, como as relacionadas à produção de semicondutores e oferta de minerais críticos."
Luciana Pereira, especialista em políticas públicas e inovação, acrescenta que um complexo de saúde forte vai muito além de uma questão de segurança nacional; é "uma questão de vida ou morte". "Quando o tratamento não pode esperar, depender de fornecedores externos pode ter consequências irreversíveis." Siga a @sputnikbrasil no Telegram
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