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Meta é criticada por falhas eleitorais após casos ligados a Lula e grupo anti-Trump, diz mídia
Conselho de Supervisão exige mais transparência na moderação de conteúdos eleitorais.
O Conselho de Supervisão da Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, que está proibido na Rússia por atividade extremista, acusou a empresa de recorrentes falhas na moderação eleitoral e cobrou maior transparência, citando restrições a contas associadas a Lula no Brasil e ao movimento "No Kings" nos EUA.
O órgão, que é independente, destacou que a plataforma ainda apresenta deficiências na moderação de conteúdos relacionados a eleições. Ele pediu mais consistência na aplicação de suas políticas, enfatizando a necessidade de proteger a liberdade de expressão durante os processos eleitorais e evitar restrições indevidas a manifestações políticas legítimas.
A crítica foi publicada por um importante jornal do país em meio à disputa eleitoral brasileira e às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
O conselho ressaltou que os problemas decorrem tanto da aplicação excessiva das regras, que pode censurar conteúdos legítimos, quanto da aplicação insuficiente, que compromete a integridade eleitoral.
No Brasil, o relatório menciona as restrições impostas às contas de anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), indicando que o caso representa uma falha nas políticas contra fraudes. De acordo com o órgão, a situação deveria ter sido encaminhada para revisão por especialistas internos da Meta.
A manifestação acontece após relatos de que contas ligadas à campanha de Lula enfrentaram limitações técnicas. A Meta afirmou que os episódios foram apenas incidentes técnicos e negou qualquer interferência nas eleições brasileiras. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a empresa comprovasse tratamento equitativo nas campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O conselho também criticou a atuação da empresa nos Estados Unidos ao mencionar erros envolvendo contas do movimento "No Kings" (Não há reis), que organiza manifestações contrárias ao presidente Donald Trump. Segundo o órgão, os mecanismos internos da plataforma deveriam ter prevenido o problema e garantido uma revisão adequada dos perfis afetados.
Além dos casos específicos, o Conselho de Supervisão requisitou métricas públicas que permitam avaliar a eficácia das ações de integridade eleitoral.
Embora a Meta divulgue dados gerais, como anúncios armazenados e contas removidas, o órgão acredita que a empresa ainda não fornece transparência suficiente para medir falhas na moderação.
Para o conselho, os episódios recentes mostram que a promessa da companhia de reduzir erros e ampliar a liberdade de expressão durante eleições ainda não foi plenamente cumprida.
Por Sputinik Brasil
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