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Padrasto é condenado a 50 anos de prisão por morte de menino de 2 anos em Maceió
Mãe da criança recebeu pena de 2 anos e 11 meses por homicídio culposo; julgamento no Fórum da Capital foi encerrado na noite de segunda-feira
O Fórum da Capital, em Maceió, foi palco de um momento decisivo na noite desta segunda-feira (19). O Júri Popular condenou Manoel Pedro Tavares de Souza a 50 anos de reclusão pelo assassinato de seu enteado, Rhavy Abraão Alves de Lima, de apenas 2 anos. No mesmo julgamento, a mãe da vítima, Nicole Maria de Lima Braga, foi apenada com 2 anos e 11 meses de detenção pelo crime de homicídio culposo — quando não há a intenção de matar.
A sentença foi proferida por volta das 23h30 pelo juiz Geraldo Amorim, titular da 9ª Vara Criminal da Capital. Ficou determinado que o padrasto iniciará o cumprimento da pena em regime fechado. Já a mãe da criança teve fixado o regime inicial aberto.
Relatos e contradições marcaram a sessão
Durante o julgamento, o depoimento de Viviane, que trabalhava como babá do menino, trouxe detalhes cruciais sobre a rotina da criança antes da tragédia. A testemunha revelou que Rhavy vinha se queixando de dores de cabeça quase uma semana antes de falecer e que, pelo que soube, ele não chegou a ser levado a uma unidade médica para avaliação.
A babá também mencionou episódios anteriores que chamaram sua atenção, como o dia em que o garoto apareceu com uma das orelhas roxa — lesão justificadamente atribuída pela mãe a um acidente com uma porta. Além disso, Viviane afirmou ter ouvido relatos sobre supostas agressões contra a criança, embora nunca tenha presenciado qualquer ato de violência física. Ao ser questionada pelo Ministério Público, a testemunha indicou que a mãe era apontada como responsável por esses episódios com base nas informações que tinha.
Segundo a versão apresentada por Nicole no dia do óbito, o menino teria caído da cama por volta das 11h e ela só teria percebido a gravidade da situação ao notar que o filho já estava sem vida.
Relembre o crime
O trágico episódio ocorreu em maio de 2025, no povoado Boca do Rio, localizado na região de Garça Torta, em Maceió. De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, Nicole abordou uma guarnição da Polícia Militar pedindo socorro para o filho.
Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram o garoto insensível. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito no local. Exames periciais identificaram múltiplos hematomas pelo corpo da criança. Para a acusação, o casal atuou em conjunto no contexto de violência doméstica e familiar que culminou na morte do garoto.
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