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Protestos na França terminam com mais de mil detidos e centenas de feridos

Conflitos se intensificam durante manifestações contra o custo de vida e condições de ensino

Sputnik Brasil 17/10/2026
Protestos na França terminam com mais de mil detidos e centenas de feridos
Protestos na França resultam em milhares de detidos e feridos entre manifestantes e policiais. - Foto: © AP Photo / Emma Da Silva

Os protestos contra o alto custo de vida e por melhores condições de ensino na França terminaram com cerca de 1,2 mil pessoas detidas e 150 agentes de segurança feridos neste sábado (17), de acordo com o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu.

O governo francês estima que 550 mil pessoas participaram das manifestações em todo o país, sendo 110 mil somente na capital, Paris. Por sua vez, a Confederação Geral do Trabalho estimou a presença de até 800 mil manifestantes.

Em Paris, confrontos ocorreram antes mesmo do início da marcha na Praça da República. Manifestantes violentos lançaram garrafas, pedras e fogos de artifício contra as forças de segurança. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral.

Os atos reuniram estudantes que organizam protestos há semanas, trabalhadores e integrantes do movimento dos "coletes amarelos", um movimento de protesto social espontâneo que surgiu na França em 2018, inicialmente desencadeado pelo aumento dos preços dos combustíveis.

Além disso, neste sábado, ocorreram manifestações contra o custo de vida e os preços da moradia em outros países europeus, entre eles Portugal, Itália, Bélgica e Espanha.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, revelou que a dívida pública da França está próxima da marca de 120% do PIB e que as autoridades não têm um plano para contê-la, o que representa um sério problema para o país.

Protestos em massa, acompanhados por tumultos e confrontos entre manifestantes e policiais, ocorreram em várias cidades da França no início do mês.


Por Sputinik Brasil