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Reajuste salarial médio real foi de 0,99% no trimestre de julho a setembro, mostra BC

Dados revelam aumento em comparação ao ano anterior

Estadao Conteudo 15/10/2026
Reajuste salarial médio real foi de 0,99% no trimestre de julho a setembro, mostra BC
Reajuste salarial médio real foi de 0,99% no trimestre de julho a setembro, mostra BC - Foto: Depositphotos

Os reajustes reais salariais no setor privado apresentaram, em média, 0,99% no trimestre de julho a setembro, conforme dados compilados pelo Banco Central, com base no registro das convenções coletivas de trabalho (CCT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Esse resultado é superior ao observado no mesmo período do ano passado, que foi de 0,71%. Os valores correspondem à média simples dos três meses.

Por esse mesmo critério, a parcela média das negociações que superaram a inflação passada foi de 84,45% no trimestre de julho a setembro de 2026. Em termos nominais, o reajuste médio nesse intervalo foi de 5,12%, inferior aos 5,83% registrados no mesmo período do ano passado.

Pelo critério da data de vigência

De acordo com o critério da data de vigência dos reajustes pactuados nas convenções coletivas, os reajustes salariais reais no setor privado foram, em média, de 1,01% no mesmo trimestre.

Esse resultado também supera o observado no ano anterior, que foi de 0,61%. Assim como os dados anteriores, esses valores também correspondem à média simples dos três meses.

Seguindo essa mesma metodologia, a parcela média das negociações que superaram a inflação passada foi de 88,58% no trimestre de julho a setembro de 2026.

Em termos nominais, o reajuste médio no intervalo foi de 5,19%, abaixo dos 5,76% registrados no mesmo período do ano passado.

A pesquisa

O Banco Central anunciou em setembro que começaria a divulgar mensalmente indicadores de reajustes salariais baseados em convenções coletivas.

Os dados são apresentados por dois critérios: data de registro das convenções no MTE e data de vigência dos reajustes.

Essa distinção é importante, pois as categorias costumam negociar e assinar os acordos após a data-base, conferindo vigência retroativa às convenções, conforme explicado pela autoridade monetária.

Dessa forma, os indicadores por vigência incorporam as convenções de um mês de forma gradual. As primeiras apurações utilizam apenas os instrumentos que já foram registrados e, posteriormente, são complementadas, o que torna essas séries suscetíveis a revisões, especialmente nos primeiros meses após a vigência, até que a maioria das convenções do período seja registrada. Já os indicadores por data de registro não estão sujeitos a revisões, mas agrupam em um único mês convenções com vigências diferentes.