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IBGE estima safra de grãos recorde em 2026: 354,5 milhões de toneladas
A estimativa de setembro para a produção de grãos em 2026 aumentou 2,4%, totalizando 354,5 milhões de toneladas, em relação a 2025 (346,1 milhões de toneladas).
Em comparação com agosto de 2026, a previsão permanece praticamente estável, com uma variação de 0,4%, representando um aumento de 1.566.233 toneladas.
As informações constam do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (15).
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em setembro de 2026 é recorde para a série histórica do IBGE.
A área a ser colhida está estimada em 83,2 milhões de hectares, um aumento de 1,6 milhão de hectares (2%) em relação à área colhida em 2025 (81,6 milhões de hectares). Em comparação com agosto de 2026, a área a ser colhida cresceu 143.672 hectares (variação de 0,2%).
Arroz, soja e milho
O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, juntos, representam 93% da estimativa de produção e correspondem a 87,3% da área a ser colhida.
A estimativa de produção de soja foi de 175 milhões de toneladas, refletindo um acréscimo de 5,4% em relação ao ano anterior. A área a ser colhida cresceu 1,3%.
A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas, com uma queda de 11,4%. A área a ser colhida também teve uma diminuição de 12,6%.
Para o milho, a estimativa é de 143,3 milhões de toneladas (1,6 milhão de toneladas acima de 2025, o que equivale a um crescimento de 1,1%). A previsão é de 29,7 milhões de toneladas de milho na primeira safra (alta de 15,5%) e 113,6 milhões de toneladas na segunda safra (queda de 2,0%). A área a ser colhida do milho teve um aumento de 2,5%, sendo 8% na primeira safra e 1,1% na segunda safra.
Demais grãos
A estimativa de setembro para a produção de trigo em 2026 é de 5,9 milhões de toneladas (24% a menos do que em 2025).
O algodão herbáceo (em caroço) foi estimado em 9,5 milhões de toneladas (queda de 3,9%), e a do sorgo é de 6 milhões de toneladas (alta de 11%). A previsão para o feijão indica uma queda de 6,6% na produção.
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