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Brasil pode se tornar o maior exportador de alimentos do mundo até o fim do ano, afirma Alckmin

Vice-presidente destaca importância do comércio exterior e recorde nas exportações brasileiras.

Sputnik Brasil 13/10/2026
Brasil pode se tornar o maior exportador de alimentos do mundo até o fim do ano, afirma Alckmin
Geraldo Alckmin destaca potencial do Brasil como maior exportador de alimentos em coletiva de imprensa. - Foto: © Sputnik Brasil / Guilherme Correia

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, declarou nesta terça-feira (13) que o Brasil está prestes a alcançar o posto de maior exportador mundial de alimentos até o fim do ano.

A declaração foi feita em coletiva de imprensa com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, para anunciar a marca de 700 novos mercados abertos para produtos agropecuários brasileiros desde o início de 2023.

Ele lembrou que o Brasil é o quinto maior país do mundo em extensão territorial, com abundância de água, solo fértil e sol, mas, há 60 anos, ainda importava alimentos.

Ao ressaltar que o comércio exterior é fundamental para a sobrevivência de qualquer país, Alckmin comentou que o alcance da marca reflete o fortalecimento das relações comerciais internacionais, a credibilidade do sistema de defesa agropecuária brasileiro e a diversificação dos destinos das exportações:

"O Brasil tem 2% da economia do mundo, do PIB [Produto Interno Bruto] do mundo. Então, 98% da economia está fora do Brasil. Comércio exterior é fundamental para a gente poder crescer", declarou. "Algumas indústrias nem existiriam se não exportassem [...] Não existe indústria aeronáutica para vender só para dentro do país".

Alckmin brincou, dizendo: "Tinha um amigo que dizia que exportar é o que importa. Depois ele mudou e disse que exportar é a salvação. E a última dele foi exportar ou morrer".

Ele admitiu que desafios ainda impedem o país de crescer nos níveis que países asiáticos alcançaram, tendo reduzido custos e burocracias:

"Temos que aprender com a Ásia, temos que ter a cultura de custos, diminuir burocracia, temos uma herança cartorial. Portugal se modernizou com a União Europeia e nós ficamos com cartório".

Para minimizar o problema, Alckmin citou que um portal único para exportação e importação foi criado pelo governo:

"Um portal só. Ninguém pode pedir mais documento fora desse portal. Isso vai reduzir o custo Brasil em R$ 40 bilhões por ano. Uma carga parada, um dia no porto, custa 0,8% do valor da carga. Ficar dez dias parada já perdeu 8% do seu valor".

Ele frisou que as políticas implementadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiram abrandar os impactos do período atual de guerras, conflitos mundiais e tarifaços sobre o Brasil.

"Tirou o imposto do combustível, colocou um subsídio nos derivados do petróleo que ainda importamos, estabeleceu o Brasil Soberano III para apoiar a área de fertilizantes, com R$ 30 bilhões de crédito para as empresas e abertura de mercado destacada, incluindo acordos com o Mercosul, Singapura, EFTA e União Europeia", elencou.

Segundo Alckmin, a prova do sucesso das medidas é o recorde de exportação, que atingiu US$ 349 bilhões (R$ 1,75 trilhão). "E este ano aumentou mais de 10% em relação ao ano passado, de janeiro a setembro. Agora, com 700 mercados, vai crescer ainda mais", afirmou.

A entrada em vigor da reforma tributária em 1º de janeiro deve incrementar esse processo, na avaliação do vice-presidente, com a exoneração da cesta básica e preços de alimentos mais acessíveis.

"Hoje, quem investe paga imposto. Se eu fazer uma padaria, uma pequena fábrica ou uma granja, estou pagando imposto. A reforma tributária vai desonerar totalmente o investimento [...] Os estudos do IPEA [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada] indicam que deve aumentar em 15 anos o PIB em 12%, a eficiência econômica em 14% e as exportações em 17%".

O ministro de Paula também conversou com a imprensa e informou que, em 2026, o país deverá alcançar recorde na corrente de comércio com praticamente todos os destinos comerciais do Brasil, não apenas no setor agropecuário:

"Estou falando do comércio exterior como um todo. Em média, nós crescemos 10,5% para todo o comércio exterior, em um momento em que tudo parece desafiar, o Brasil acerta na sua diplomacia econômica, comercial e o setor produtivo, sobretudo, responde de maneira assertiva. Um governo que não perde o foco e um setor produtivo capaz de gerar renda e promover investimentos", declarou.

Ainda segundo ele, as exportações brasileiras tiveram alta de 10,4% em 2026 e o acordo Mercosul-União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das exportações brasileiras.