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Flávio critica decisão do TSE que restabeleceu canal pró-Lula criado por Janones
Campanha do senador denuncia ameaças à fiscalização eleitoral.
A campanha do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta segunda-feira (12), a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que restabeleceu o canal 'Exército do Lula' no WhatsApp, plataforma da Meta – empresa proibida na Rússia por extremismo. A suspensão do canal havia sido determinada pelo presidente do TSE, Nunes Marques.
A palavra final sobre o assunto caberá ao plenário do TSE. Criado pelo deputado André Janones para apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o canal reunia, até ontem (11), 3,4 milhões de seguidores.
Segundo nota divulgada pela campanha, havia um alerta sobre o risco de apagamento de provas. A campanha anunciou que encaminhará um novo relatório técnico ao tribunal com cópias do conteúdo do canal em tempo real e armazenado na Secretaria Judiciária do TSE.
Em nota, a campanha acusou o canal de disseminar notícias falsas e orientar seguidores a contornar os mecanismos de fiscalização da Justiça Eleitoral e da plataforma. Além disso, afirmou que as decisões judiciais envolvem ações distintas, com competências e efeitos diferentes.
De acordo com a nota, o canal pagou sistematicamente mensagens e comandos para dificultar a fiscalização da Justiça Eleitoral e da plataforma. A campanha destacou que, na madrugada de 8 de outubro, 219 publicações foram excluídas em 18 minutos.
Entre os conteúdos apagados, estariam links relacionados a informações falsas sobre o cancelamento do reajuste do Bolsa Família e a redução de aposentadorias, que, segundo o comunicado, acumularam milhões de visualizações nas redes sociais.
Lula critica Nunes Marques
Mais cedo, Lula afirmou que Nunes Marques não pode ter lado na política, por ter suspendido o canal a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. Lula criticou decisões que, segundo ele, prejudicam sua campanha e defendeu igualdade de tratamento entre os candidatos na Justiça Eleitoral.
A determinação do ministro foi alvo de críticas de colegas do tribunal, que consideram que Nunes Marques passou por cima da decisão tomada um dia antes por Cueva, relator da ação apresentada pela campanha de Flávio. O corregedor havia dado um prazo de 72 horas para que a campanha de Lula prestasse informações complementares sobre o canal.
Por Sputinik Brasil
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