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Eleição presidencial: Quais pautas são apostas dos candidatos no '2º round' do pleito de 2026?

Disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro com propostas distintas na corrida pela presidência.

Sputnik Brasil 12/10/2026
Eleição presidencial: Quais pautas são apostas dos candidatos no '2º round' do pleito de 2026?
Lula e Flávio Bolsonaro se preparam para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. - Foto: © telegram SputnikBrasil

A uma semana do segundo turno, os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tentam pautar a acirrada disputa, em que a diferença entre o senador (47,03%) e o atual presidente (45,16%) é de 1,87 ponto percentual, a menor diferença da história eleitoral brasileira.

Até 25 de outubro, algumas pautas dos programas de governos de cada candidatura devem dominar os discursos de Lula e Bolsonaro. Conheça as principais:

Lula (PT)

Bandeira do presidente já no primeiro turno, Lula defende o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal sem corte salarial, tema que ganhou destaque no debate eleitoral sobre direitos trabalhistas e qualidade de vida. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais (PEC 221/2019) tramita no Senado Federal, desde 6 de outubro, após ser aprovada pela Câmara dos Deputados.

Flávio Bolsonaro se opõe à proposta e apoia a PEC 12/2026, do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, que cria um regime de pagamento por hora trabalhada. Na campanha, o senador propõe "jornada flexível" e "liberdade a quem trabalha".

A campanha de Lula destaca a manutenção e o fortalecimento de programas sociais, como o Bolsa Família, além de políticas voltadas à redução da pobreza e à melhoria das condições de vida da população.

Por sua vez, a campanha do rival também afirma que vai preservar benefícios como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular, porém, ressaltando que haverá maior fiscalização e incentivo à inserção no mercado de trabalho.

Lula aposta na continuidade de investimentos em infraestrutura, indústria e habitação, com iniciativas como o Novo PAC e o Minha Casa, Minha Vida, visando estimular a atividade econômica.

Entre as propostas para a área da saúde, está a ampliação do acesso aos serviços do SUS, a redução das filas de atendimento e o fortalecimento de programas de assistência e distribuição de medicamentos.

O candidato também defende uma maior atuação estatal através da concessão de crédito por fundos públicos e o direcionamento de compras governamentais para apoiar micro e pequenas empresas.

A campanha do atual presidente para a reeleição associa a agenda de transição climática ao planejamento do Estado, utilizando investimentos públicos e evidenciando o papel da Petrobras como motor do desenvolvimento tecnológico.

Flávio, por sua vez, defende a redução de subsídios e encargos no setor elétrico, buscando baratear os custos produtivos e alinhando a disponibilidade de fontes renováveis para atrair empreendimentos privados globais.

Flávio Bolsonaro (PL)

O senador apresenta propostas como cortes de despesas administrativas, redução do número de ministérios e mudanças tributárias. Diferente da proposta do adversário petista, Flávio defende a desregulamentação do mercado, redução de encargos e impostos, e a simplificação de regras para atrair novos negócios.

A segurança pública é central nas propostas de Flávio Bolsonaro, que incluem penas mais rigorosas para criminosos, a redução da maioridade penal e a construção de presídios de segurança máxima. Uma de suas principais bandeiras é a classificação de facções criminosas como organizações narcoterroristas.

A campanha de Lula foca no enfrentamento ao crime organizado por meio da asfixia financeira das facções, com forte investimento em inteligência policial, além do fortalecimento da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Ele defende também a ampliação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e um controle rigoroso sobre armas.

Neste segundo turno, Flávio Bolsonaro declarou que tentará aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para acabar com a reeleição no Executivo e aumentar o mandato presidencial de quatro para cinco anos.

O texto original da Constituição de 1988 previa mandato de cinco anos para o Executivo federal sem direito à reeleição, mas em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso era presidente, o Congresso aprovou uma PEC que alterou o mandato presidencial de cinco para quatro anos, como ocorre atualmente.

O candidato também propõe alterações institucionais que dependeriam de aprovação legislativa e, conforme o caso, de alteração constitucional, como limites a decisões individuais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).


Por Sputinik Brasil