Geral
Flávio diz que foi injustiçado por relação com Vorcaro e acusa Lula de receber propina do banqueiro
Senador critica acusações e aponta irregularidades no financiamento de filmes.
O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (9) que foi "injustiçado" por sua relação com o controlador do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro. A declaração foi dada à imprensa durante reunião com lideranças e aliados na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A fala faz referência a um áudio publicado pela revista Veja nesta sexta-feira (9), em que o banqueiro diz ter financiado um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Flávio, o pedido de patrocínio que ele fez ao banqueiro para "Dark horse", filme biográfico de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi realizado sem "contrapartidas".
"Muita gente me prejulgou porque fui pedir patrocínio para um empresário para um filme privado do presidente Bolsonaro sem absolutamente nenhuma contrapartida, pelo fato de eu ser senador da República."
Em contraste, ele sugeriu que o suposto financiamento do filme sobre o presidente Lula seria "outra história" e acusou o petista de ter recebido propina por meio de intermediários, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
"E o que nós vimos agora, com o áudio do próprio Vorcaro dizendo o que eu sempre falei desde o primeiro dia: com o filme do Bolsonaro não tem nada de errado; já com o filme do Lula, foi dinheiro por fora. Esse cara recebeu propina. Então o Bolsonaro pediu patrocínio e o Lula pediu propina."
Flávio acusa Lula de fazer 'uso eleitoreiro' da Petrobras
Durante a coletiva de imprensa, Flávio Bolsonaro afirmou ainda que o governo Lula faz "uso eleitoreiro" da Petrobras, ao comentar o subsídio de cerca de R$ 2 no preço do diesel.
O candidato declarou que a política de preços dos combustíveis praticada pela estatal "vai jogar uma bomba" nos consumidores.
"No dia seguinte à eleição, o preço do diesel nas bombas já pode subir em torno de R$ 2. É isso que esse governo irresponsável está fazendo."
Mais cedo, o Ministério da Fazenda anunciou que ampliará e prorrogará a desoneração da gasolina, além de desonerar o etanol hidratado e ampliar a subvenção ao etanol.
Bolsa Família e Farmácia Popular
O senador disse que, se eleito presidente, vai manter e melhorar programas sociais como o Bolsa Família e o Farmácia Popular e afirmou ser alvo de "fake news" ao negar que pretenda acabá-los ou privatizá-los.
"Vou garantir o Bolsa Família para quem precisa, só que eu vou fazer muito mais."
O candidato sugeriu ampliar a capacitação e a qualificação profissional dos beneficiários para promover mobilidade social.
Sobre o Farmácia Popular, Flávio disse que quer modernizar o programa e facilitar o acesso aos medicamentos, com entrega em casa e lembretes de horário por SMS. Ele atribuiu ao PT a divulgação de informações falsas sobre suas propostas.
Adesão de propostas de Augusto Cury: 'Já eram pautas nossas'
Na ocasião, Flávio Bolsonaro agradeceu publicamente ao escritor Augusto Cury pelo apoio recebido na última quinta-feira (8) e relatou que ambos conversaram por quase uma hora.
Cury ficou em 3º lugar no primeiro turno da eleição presidencial, com 2,89% dos votos válidos, o equivalente a 3,4 milhões de votos. Durante o encontro com o ex-candidato, comprometeu-se com pautas que, segundo o senador, já faziam parte de seu plano de governo.
Dentre as pautas estão a implementação em larga escala da telemedicina no Sistema Único de Saúde (SUS), o fim da reeleição presidencial, o financiamento de microempresas e a proteção às mulheres.
Por Sputinik Brasil
Mais lidas
-
1A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
2POLÍTICA
Lista dos deputados federais eleitos no Rio de Janeiro (RJ)
-
3RODOVIAS
Obras da ponte entre Penedo (AL) e Neópolis (SE) avançam e ultrapassam 60% de execução
-
4BATE-ESTACA
Quem sai de 'A fazenda' hoje? Ariela, Renê e Thaíde estão na roça, e disputa fica entre os homens, diz enquete
-
5POLÍTICA
Memes não se tornam votos: Menina da Bota, Caneta Azul e Inês Brasil têm pouco mais de 20 mil e não se elegem