Geral
EUA impõem sanções ao TPI em ofensiva para desmantelar a corte
Medida segue após Prêmio Nobel de Paz à procuradora Navi Pillay
O governo de Donald Trump impôs novas e abrangentes sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI) como parte de sua campanha para desmantelar a corte, a qual os Estados Unidos consideram politizada e acusam de tentar processar americanos e israelenses de maneira injusta e ilegal por supostos crimes de guerra.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou as sanções nesta sexta-feira, 9, após a concessão do Prêmio Nobel da Paz à procuradora sul-africana Navi Pillay, que havia liderado investigações sobre possíveis acusações do TPI contra militares americanos no Iraque e no Afeganistão. A medida, no entanto, já vinha sendo preparada muito antes do anúncio do Nobel.
"Vamos proibir transações com essa corte desonesta, cortando seus recursos e prejudicando sua capacidade de atuar contra nós", afirmou Rubio em um pronunciamento em vídeo publicado nas redes sociais. "Os Estados Unidos e o povo americano não estão sujeitos à jurisdição desse falso TPI."
As sanções bloqueiam quaisquer ativos que o TPI, como instituição, possa manter sob jurisdição americana e estabelecem um prazo de seis meses para que empresas e cidadãos dos Estados Unidos encerrem suas relações comerciais com a corte.
Rubio afirmou que tanto republicanos quanto democratas têm profundas reservas em relação ao tribunal, criado para julgar crimes de guerra e crimes contra a humanidade que, de outra forma, poderiam não ser processados pelas partes envolvidas. Segundo ele, porém, apenas o presidente Donald Trump demonstrou disposição para agir contra a instituição.
"Ambos os partidos concordam com isso, mas apenas o presidente Trump tem a determinação necessária para tomar as medidas que acabarão com essa ameaça de uma vez por todas", declarou Rubio. "Ou o TPI encerrará suas ameaças, ou nós acabaremos com o TPI."
Rubio acrescentou que os Estados Unidos esperam que seus aliados participem das medidas contra o tribunal, incluindo diversos países europeus integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o Japão.
"Esperamos que nossos aliados, muitos dos quais integram o TPI e dependem dos militares americanos para sua defesa, contenham essa corte desonesta", afirmou. "Se não o fizerem, os Estados Unidos continuarão sua campanha para desmantelar o TPI, peça por peça, até que os americanos não estejam mais sob ameaça." Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Mais lidas
-
1A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
2POLÍTICA
Lista dos deputados federais eleitos no Rio de Janeiro (RJ)
-
3RODOVIAS
Obras da ponte entre Penedo (AL) e Neópolis (SE) avançam e ultrapassam 60% de execução
-
4BATE-ESTACA
Quem sai de 'A fazenda' hoje? Ariela, Renê e Thaíde estão na roça, e disputa fica entre os homens, diz enquete
-
5POLÍTICA
Memes não se tornam votos: Menina da Bota, Caneta Azul e Inês Brasil têm pouco mais de 20 mil e não se elegem