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Japão cobra respeito da China após Pequim omitir título de Takaichi em crítica à premiê

Tóquio reclama da falta de respeito ao citar a primeira-ministra sem menção ao cargo.

Estadao Conteudo 08/10/2026
Japão cobra respeito da China após Pequim omitir título de Takaichi em crítica à premiê
Japão cobra respeito da China após Pequim omitir título de Takaichi em crítica à premiê - Foto: Depositphotos

O governo do Japão apresentou uma reclamação diplomática à China após Pequim se referir à primeira-ministra Sanae Takaichi sem mencionar seu cargo, evidenciando a deterioração das relações entre as duas maiores economias da Ásia.

Em entrevista coletiva, o secretário de imprensa para assuntos estrangeiros do Ministério das Relações Exteriores japonês, Toshihiro Kitamura, afirmou que é prática básica do protocolo internacional demonstrar o devido respeito ao líder de outro país, mesmo diante de divergências políticas.

"Consideramos natural, segundo o protocolo internacional, prestar o devido respeito ao líder de um país, mesmo quando as posições são diferentes", destacou. Kitamura revelou que Tóquio realizou uma démarche junto ao governo chinês sobre o episódio, mas não especificou o nível de contato.

A manifestação de descontentamento ocorre após o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, referir-se a Takaichi apenas pelo nome durante uma coletiva no dia 30 de setembro, ao criticar o governo japonês.

As relações entre Japão e China têm se deteriorado desde a chegada de Takaichi ao poder, no final de 2025. Pouco depois de assumir, a premiê alertou que uma eventual ofensiva chinesa contra Taiwan poderia representar uma "ameaça existencial" ao Japão, o que sugere um possível envolvimento de Tóquio em um conflito.

Pequim também tem acusado o governo japonês de fomentar um "neomilitarismo" e de descumprir compromissos pacifistas assumidos após a Segunda Guerra Mundial. Kitamura rebateu tais críticas, afirmando que o Japão "seguiu consistentemente o caminho de uma nação amante da paz" desde o fim do conflito.

De acordo com ele, Tóquio continuará a responder às acusações chinesas e russas, explicando sua posição em fóruns internacionais, reuniões bilaterais e redes sociais.