Geral
Ibovespa sobe e opera nas máximas, a 206 mil, com melhora em NY e trade eleitoral
Alta do petróleo e pesquisas eleitorais impulsionam o índice.
A disparada do petróleo, que chegou a 4% na manhã desta quinta-feira, 8, estimula as ações do setor e ajuda a impulsionar o Ibovespa. Essa alta também reflete a desaceleração da queda das bolsas norte-americanas nesta manhã e é atribuída ao desempenho do candidato favorito ao segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nas pesquisas de intenção de voto.
Entretanto, a valorização do petróleo, com o Brent a US$ 104 o barril, mantém no radar preocupações inflacionárias e com juros elevados pelo mundo, em um dia de agenda esvaziada de indicadores tanto aqui quanto lá fora. A commodity sobe diante da escalada das tensões no Oriente Médio, devido à guerra entre Estados Unidos e Irã, que já perdura há sete meses.
Além disso, a queda de 3,12% do minério de ferro em Dalian, após o feriado na China, impede a alta das ações da Vale (-0,20%), embora os demais papéis do setor metálico subam na B3, assim como alguns bancos, sugerindo a entrada de capital estrangeiro.
Pesquisas eleitorais de intenção de voto para o segundo turno continuam a ser foco de atenção. Um levantamento do PoderData/Aya, divulgado hoje, mostra que Flávio Bolsonaro ampliou a vantagem que obteve ao final da primeira etapa da eleição sobre o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a pesquisa, que é a primeira divulgada neste segundo turno, Flávio aparece com 53% dos votos válidos, contra 47% de Lula. Ainda será divulgada hoje a pesquisa Datafolha às 18h45.
De acordo com Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3, o mercado mantém otimismo em razão da vantagem de Flávio na corrida presidencial para o dia 25. No entanto, após a alta de 7,7% do Ibovespa na segunda-feira e em meio ao exterior "pesado", o espaço para uma alta significativa está limitado.
Além da pesquisa PoderData/Aya, investidores seguem atentos às notícias relacionadas ao senador do PL. Em vídeo publicado na plataforma X, o economista Adolfo Sachsida, que se apresenta como coordenador da área econômica do plano de governo de Flávio, afirmou que uma eventual gestão não realizará privatizações, mencionando especificamente a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
"Com certeza, falar sobre a fiscalidade anima, assim como citar nomes que poderão compor a Fazenda em uma eventual gestão do Flávio", declara o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.
Analistas do Rio de Janeiro e de São Paulo consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) começam a afinam suas apostas sobre quem comandará a economia caso o candidato do PL vença as eleições no fim deste mês. Os nomes mais mencionados para o Ministério da Fazenda incluem Marcelo Kayath, Alexandre Bettamio e Roberto Campos Neto.
Às 11h09, o Ibovespa registrava uma alta de 1,02%, alcançando a máxima de 206.381,60 pontos, após mínima de 203.984,57 pontos (-0,16%) e abertura aos 204.299,70 pontos. As ações da Petrobras avançavam entre 2,14% (PN) e 3,10% (ON), acompanhando a alta do petróleo acima de 4%.
Ontem, o Ibovespa havia fechado em baixa de 0,74%, aos 204.302,33 pontos. O índice também recuou na terça-feira (-0,52%). Segundo Oliveira, fatores como a queda do minério, que impacta a Vale, limitam um pouco a Bolsa de avançar, mesmo com a alta do petróleo beneficiando a Petrobras, as duas ações de maior peso no Ibovespa. Em Nova York, o Dow Jones apresentava leve alta de 0,05%.
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