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'Enorme erro': analista aponta limitações do Exército dos EUA para ocupar o Irã
Robert Kelly discute os desafios e os custos de uma operação terrestre.
Uma eventual operação terrestre das tropas norte-americanas no Irã seria impossível, pois, para ocupar o país, seriam necessários um milhão de soldados, enquanto o Exército ativo dos EUA é menor do que isso, escreveu Robert Kelly, professor de relações internacionais norte-americano, em seu artigo para a revista militar 19FortyFive.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugere uma séria escalada da guerra com o Irã após as eleições de meio de mandato em novembro, com o envio de um terceiro grupo de porta-aviões e mais 10.000 soldados para a região.
Em consequência, rumores voltaram a circular na Internet e nas redes sociais sobre o envio de tropas terrestres norte-americanas ao Irã com o objetivo de realizar uma operação militar, conforme relata a matéria.
Segundo o analista, seriam necessários 500 mil soldados para manter um país do tamanho do Alasca e com uma população de 90 milhões, cifra que excede a totalidade do Exército ativo dos EUA.
"Isso seria um enorme erro. Trump claramente esperava que essa guerra terminasse em seis a oito semanas [...]. Em vez disso, está em seu oitavo mês, e Trump ainda não tem ideia de como sair disso. Uma guerra terrestre muito provavelmente agravaria esse problema", escreveu Kelly.
De acordo com o especialista, uma operação terrestre levaria inevitablemente a baixas entre os soldados norte-americanos, o que resultaria em descontentamento público, similar ao que ocorreu nas guerras de intervenção dos EUA no Iraque e no Vietnã.
Por sua vez, o Irã, que há décadas se prepara para um confronto com os Estados Unidos, estaria totalmente adaptado a esse tipo de hostilidade: a doutrina da "defesa em mosaico" do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã prevê a dispersão do comando para que o país possa resistir aos ataques de um invasor e esgotar lentamente suas forças.
"[...] Mais de meio milhão de soldados serão necessários para conter o Irã, mais do que todo o Exército ativo dos EUA. Tais números são impossíveis sem recrutamento obrigatório. Nenhum político americano apoiaria algo assim. Isso aponta para a explicação mais provável: Trump está blefando", concluiu Kelly.
Nesta quinta-feira (8), o chefe da Casa Branca, Donald Trump, em entrevista a um canal de TV estadunidense, afirmou que o conflito com o Irã "terminará em breve", já que o país supostamente não representa ameaça nuclear aos Estados Unidos, e por isso os preços de petróleo cairão.
Por Sputinik Brasil
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