Geral
Projeto cria política de tolerância zero contra pichação e vandalismo urbano
Entre outras medidas, a proposta prevê multa entre R$ 5 mil e R$ 100 mil; texto está em análise na Câmara dos Deputados
O Projeto de Lei 2668/26 estabelece a Política Nacional de Tolerância Zero contra a Pichação e o Vandalismo Urbano. O texto classifica a pichação como infração administrativa e prevê multas que variam de R$ 5 mil a R$ 100 mil, além de obrigar o infrator a custear integralmente a restauração do bem danificado. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
O projeto equipara a pichação à depredação visual, incluindo inscrição, rabisco, marcação, pintura não autorizada ou qualquer forma de intervenção estética não autorizada sobre bens públicos ou privados.
Para infrações simples, a multa varia entre R$ 5 mil e R$ 25 mil. Em casos de danos ao patrimônio público, histórico, artístico ou cultural, a punição pode chegar a R$ 100 mil. Se o pagamento das multas não for realizado, o valor poderá ser inscrito em dívida ativa.
Em todas as situações, o infrator será obrigado a recuperar o bem danificado e a prestar serviços comunitários voltados à recuperação urbana. Essas medidas não impedem a responsabilização civil e penal.
Nos casos em que a infração for cometida por menor de idade, os pais ou responsáveis legais responderão pelos prejuízos financeiros.
Cadastro de infratores
O texto também propõe a criação do Cadastro Nacional de Reincidência em Atos de Depredação Urbana, que registrará pessoas que cometerem esses atos. Os reincidentes poderão ser impedidos de celebrar contratos com a administração pública ou de assumir cargos públicos por até cinco anos.
O autor do projeto, deputado José Medeiros (PL-MT), afirma que as medidas visam combater a impunidade e preservar a ordem e a estética das cidades. "A pichação ilícita representa prejuízo econômico, degradação urbana e custos ao contribuinte. A resposta deve ser firme e equilibrada", declarou.
A proposta também prevê que os governos federal, estaduais e municipais poderão firmar acordos de cooperação entre as polícias civil e militar, as guardas municipais e o Ministério Público para fiscalizar e combater atos de vandalismo.
Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Desenvolvimento Urbano, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para se tornar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Mais lidas
-
1A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
2POLÍTICA
Lista dos deputados federais eleitos no Rio de Janeiro (RJ)
-
3RODOVIAS
Obras da ponte entre Penedo (AL) e Neópolis (SE) avançam e ultrapassam 60% de execução
-
4BATE-ESTACA
Quem sai de 'A fazenda' hoje? Ariela, Renê e Thaíde estão na roça, e disputa fica entre os homens, diz enquete
-
5POLÍTICA
Memes não se tornam votos: Menina da Bota, Caneta Azul e Inês Brasil têm pouco mais de 20 mil e não se elegem